Um presente de Deus: o “dom” da vida!
O testemunho de Wallisson e Georgina revela que a fé vai mesmo além da confiança em Deus e salta para a disposição em ser transformado pelo Seu poder

O contato com Wallisson Stopa Fialho, 28 anos, casado com Georgina Pereira Rosselis Fialho, 27 anos, foi por telefone. Eles congregam no Núcleo da Lagoinha no Bairro das Indústrias e devido à localização a melhor forma de entrevistá-los nos deixava a quilômetros de distância e nos unia por um fio. Para conseguir retratar em poucas palavras o grande milagre que o Senhor operou na vida desse casal precisei de ouvidos e dedos bem atentos.

Enquanto Wallisson falava com a voz embargada pela emoção de descrever o que sentia em relação ao que Deus fizera em sua vida, várias pausas se repetiam cheias de interlocuções da sua esposa Georgina, a quem sempre chamava carinhosamente por “Dom”, como quem confirma alguma informação e ainda se surpreende com a maneira como tudo aconteceu.

O que mais me chamou a atenção, além do milagre é claro, foi a maneira como esse abençoado casal, depois de sete anos desde o dia oficial em que disseram “sim” ao matrimônio, reagem com admiração, alegria, respeito e cumplicidade diante do sonho de serem pais. Filho de família cristã, se conheceram em 1995, se batizaram em 1996 e se casaram em 2003. Nos três últimos anos deram início a maravilhosa caminhada pela espera de filhos. O que normalmente é natural para muitas famílias mostrou ser uma desafiadora e complicada missão para esse casal.

Durante os dois primeiros anos em que Georgina tentava engravidar, ela passou por uma intensa bateria de exames, procedimentos médicos e até cirúrgicos acreditando ter alguma dificuldade para ser mãe. Mas no último ano, foi a vez do Wallisson ser examinado. Até que assim, descobriram que segundo a medicina dos homens era ele que tinha menos de 1% de chance de ser pai. A esterilidade de Wallisson foi diagnosticada e confirmada pelos médicos que até sugeriram que eles tentassem a fertilização in vitro, um método de reprodução medicamente assistida, muito utilizado, com alto custo e que nem sempre funciona, dependendo de vários fatores naturais. Sobre o tratamento médico Wallisson ainda afirma: “Para mim, como dizimista fiel, com a minha fé, se eu pagasse um procedimento desses estaria aceitando que o devorador tirasse de nós algo que o Senhor nos garante gratuitamente, a vida em abundância”.

Ele ainda acrescenta: “Em meados de 2009, observando a fé dos irmãos que conhecia, criei no meu coração uma expectativa de que iria confiar integralmente no Senhor. Vi que algumas pessoas realmente descansavam em Deus e também queria ser assim. Depois dessa vontade, passei a buscar a Deus de todo meu coração por meio da oração, da fidelidade nos dízimos e ofertas e da adoração. Com isso, o meu temor e a minha fé só cresceram, porque descansar mesmo é depositar tudo que tenho e tudo que sou nele”.

Até a bênção do casal chegar foi um longo processo onde o Senhor começou a tratar a integridade, o coração e o caráter de Wallisson: “Vejo que tudo aconteceu porque estava na presença de Deus. Ele começou a tratar-me, desejei estar na presença dele e alinhar-me à sua Palavra”.

Wallisson e Georgina participaram de uma campanha de jejum e oração no Núcleo da Lagoinha, e no final, alguns irmãos do grupo de Célula que o casal faz parte os convidaram para irem no domingo seguinte ao monte. Assim, Wallisson sentiu no coração em compartilhar o seu desejo de ser pai. Jejuaram e subiram ao monte com a certeza de que estavam buscando a cura e que Deus havia de cumprir suas promessas. Ao chegar em casa, Wallisson dormiu, e, em seu sono sentiu o toque do Senhor. Ainda meio sonolento acordou e teve a certeza que a cura estava acontecendo.

Depois de um exame de sangue (beta hcg) ter dado negativo e mais uma vez ter frustrado o seu sonho, o milagre do dom da vida veio à existência. Na quinta-feira do mês corrente (5), ao fazer uma ultra-sonografia para verificar se havia alguma anomalia em seu útero, sua esposa descobriu que em seu ventre habitava um herdeiro das promessas do Senhor, o choro era tanto que se não fosse uma pausa de silêncio não poderia ouvir o coraçãozinho do bebê já entrando na sexta semana de gestação.

A surpresa só não foi do mais novo papai que afirma: “Cria no milagre porque o Deus o qual servimos é um Deus de milagre. eu não depositei 99% de fé em Deus, mas sim 100%. Quando “Dom” foi fazer o exame depois da campanha, não pedi a Deus para que ela estivesse grávida, mas para que Ele abençoasse a criança que já estava no ventre dela, crendo que o Senhor já havia operado esse milagre”.

No fim da entrevista, que não durou uma hora, mais uma vez, cheio de alegria e carinhosamente Wallisson pergunta a Georgina se gostaria de acrescentar algo. Ela manteve-se como quem procura as palavras e não as encontra para traduzir a emoção que sente em viver essa realização que é ser mãe. Pelo som do sorriso consegui perceber seu sentimento de plenitude. Assim, em tom grato como que se falasse com o próprio Senhor, Wallisson finaliza: “Agradecemos a Deus pela bênção. A vontade que tenho é de contar para todo mundo. É inexplicável o que sentimos. A cura, o nosso filho, tudo que vivemos é fruto da presença de Deus”. Ainda comemora: “Se for menino vai se chamar Isaque, porque também buscamos nossa bênção no monte, e se for menina será Rebeca, porque amamos esse nome”.

A palavra que resume essa linda história escrita pelas mãos do Senhor é felicidade. Termo esse, que para mim, mera narradora das coisas que Deus faz, uso das palavras de Wallisson para dizer o que significa: “Deus me mostrou muitas coisas que antes não acreditava. Não posso dizer que aquilo que Ele fez na minha vida era o que me faltava, porque o Senhor sabe de todas as coisas, mas com certeza era algo que queríamos muito”. Deus sempre nos dá muito mais do que pedimos ou pensamos. Ele se alegra em realizar os sonhos do coração de seus filhos. Acredite!

:: Por Thalita Daher – thalitadaher@lagoinha.com

Redação Lagoinha.com