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A escravidão da dívida

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Estudo de célula do Jornal Atos Hoje- 04/03/2007

A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.” (Rm 13.8).

E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: ‘Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos’. E Eliseu lhe disse: ‘Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa’. E ela disse: ‘Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite’. Então disse ele: ‘Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas. Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia’. Partiu, pois, dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia. E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: ‘Traze-me ainda uma vasilha’. Porém ele lhe disse: ‘Não há mais vasilha alguma’. Então o azeite parou. Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: ‘Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto’.” (2Rs 4.1-7)

A escravidão da dívida
Nesta história bíblica podemos perceber todos os conflitos, angústias e apertos que as dívidas podem trazer para uma família. Separação, escravidão e grande temor.
Vivemos no meio de uma sociedade consumista e vaidosa. Muitas dívidas são contraídas apenas por inveja, por causa do “status social”, por causa do impulso consumista estimulado pelas propagandas da mídia. Há constantemente propostas do tipo: “Compre agora e pague depois em suaves prestações mensais”; ou “Compre sem entrada e pague daqui a dois meses”. Depois da compra feita se descobre que a cobrança chega mais rápido que o salário e que as prestações não são tão suaves como falaram…
O “marketing” de vendas tem a proposta de “encantar” o cliente e fazê-lo sonhar com seu produto e desejar possuí-lo. E as pessoas compram o que não precisam com o dinheiro que não têm. Usam cartões de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais para adquirir bens não duráveis, que irão lhes custar tão caro…
Uma pesquisa norte-americana divulgou dados afirmando que 56% dos divórcios nos EUA são resultantes de dívidas e pressões financeiras. Sabemos que as dívidas trazem acusações nas conversas entre os casais e muito atrito. Muitas decisões precipitadas, como, por exemplo, pegar empréstimos para pagar dívidas, acabam piorando a situação e trazendo desconforto nos relacionamentos. Geram irritação, impaciência, ira e descontrole emocional. E muitas doenças psicossomáticas vêm por causa de dívidas. Como ficar livre delas?

O que a Bíblia nos diz sobre as dívidas
Paulo escreve aos irmãos de Roma que se abstenham das dívidas: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido toda a lei.” (Rm 13.8). Nesta orientação de Paulo, podemos perceber a direção para uma vida livre dos laços das dívidas: voltar os olhos para o próximo e não apenas para si e para as próprias “necessidades”. Quando amamos de fato então não nos preocupamos com coisas supérfluas que são apresentadas nas propagandas para as massas.
A dívida realmente escraviza, conforme o texto de Provérbios: “O rico domina sobre o pobre, e o que toma emprestado é servo do que empresta.” (Pv 22.7). Nos ensinos de Moisés para o povo de Israel, a dívida se apresenta como maldição decorrente de desobediência (Dt 28.15; 43-44). Tiago adverte, em sua Carta, a respeito da presunção do coração do homem (Tg 4.13-15), quando este diz: “Atende agora, vós que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós  não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos mas faremos isso ou aquilo.”
Quando o Senhor está no controle da vida do crente, o milagre do suprimento acontece. Devemos orar apresentando as nossas necessidades e permitir que Deus opere de forma maravilhosa. “Não andeis anciosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.” (Fp 4.6).

O custo real das dívidas
As dívidas que são mais comuns estão relacionadas ao cartão de crédito, cheque especial e financiamentos diversos. As taxas de juros cobradas ao mês são altas, em ordem crescente: empréstimos pessoais nos bancos, crediário, cheque especial, cartão de crédito e financeiras. “Segundo dados do Banco Central, R$ 100,00 depositados em caderneta de poupança em julho de 1994 seriam em 2004, R$ 440,00. Mas os mesmos R$ 100,00 somariam na mesma data a quantia de R$ 2.953.997,00 se ficassem como dívida no cheque especial” (Silva, Aluízio). 

Reflexão e sugestões práticas quanto às dívidas
Leia os textos e medite: Mt 17.24-27; 2Rs 4.1-7; Mt 6.19-34; Fp 4.4-19; Sl 34.1-22; Sl 112.1-10.

Como se livrar das dívidas
Ore, busque ao Senhor antes de fazer qualquer compromisso financeiro. Peça ao Senhor um aumento em seus rendimentos. Seja fiel em seus compromissos com a igreja (dízimos e ofertas).
Espere a direção do Senhor quanto ao pagamento de suas dívidas. Procure fazer o curso Crown (disponível na Rede da Família da Lagoinha) e aprenda alguns princípios para se livrar das dívidas.
Faça um orçamento de suas despesas, relacionando os gastos todos (grandes e pequenos).
Corte gastos supérfluos. Por algum tempo você terá que mudar radicalmente seu estilo de vida. Não pague dívida com dívida. Pague as dívidas menores primeiro e negocie com os credores o parcelamento de seus débitos maiores.
Não faça mais dívidas. Livre-se de cartão de crédito e do cheque especial. Procure comprar somente à vista.
Seja satisfeito com o que você já tem. Compre somente o que for realmente necessário. Faça uma separação entre o desejo e a necessidade.
           
Por:Pra. Ângela Valadão

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