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A perseverança de Abraão

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Foto: Comunicação Lagoinha

Foto: Comunicação Lagoinha

Texto base: Hebreus 11.8-12

Exposição do texto: cada servo de Deus na Bíblia enfrentou seus próprios desafios, com as particularidades de sua vida, seu caráter e experiências. Deus chamou Abraão, deu-lhe uma ordem e algumas promessas. Ele deveria sair da sua terra e da sua parentela e haveria de receber outra terra e se tornar o pai de uma descendência incontável. Além da renúncia, que marcou o início de sua trajetória, outras dificuldades se destacaram: a enorme distância a ser percorrida, sua idade avançada, a idade e esterilidade de Sara. Somando tudo isso, o resultado é a impossibilidade. Uma análise humana das probabilidades encerraria a história de Abraão logo no início. Ele não parecia ser a pessoa mais indicada para começar um grande propósito. Contudo servimos ao Deus que escolhe as coisas que não são para confundir as que são (1 Co 1.27-28). Abraão creu e obedeceu. Com o passar do tempo, manifestou-se sua perseverança. Cada situação, cada lugar, cada experiência era oportunidade de desistir ou continuar. Depois da viagem difícil, Abraão teve problemas com Ló (Gn 13), enfrentou uma guerra em Canaã (Gn 14), mas o fator tempo seria o mais complicado. Seu chamado ocorreu aos 75 anos de idade (Gn 12.4). Onde estava a numerosa descendência prometida? Como isso aconteceria, se ele não tinha um filho sequer? Mas em momento algum Abraão deixou de crer em Deus. Então, além do chamado e da promessa, ele teve a experiência da aliança com Deus (Gn 15.18).

Esses são importantes estágios da nossa caminhada de fé. Nós também atendemos ao chamado de Deus, recebemos promessas e participamos da aliança. Ela foi selada por Cristo na cruz, mas precisamos assumir o compromisso, definitivo e irrevogável, caso ainda não o tenhamos feito (Mt 26.28). Depois da aliança, a prova de Abraão continuou. O tempo passava, e a promessa da descendência não se cumpria. O tempo é o maior teste da perseverança. Então, Abraão, por sugestão de Sara, teve um filho com a escrava. Nessa época, ele já contava 86 anos de idade (Gn 16.16). A geração de Ismael foi um erro, mas nem assim Abraão desistiu de servir a Deus. Perseverar no bom propósito, mesmo depois de um erro, é um grande desafio, pois a consciência nos acusa, o inimigo nos afronta, e podemos ser tentados a jogar tudo para o alto e abandonar a promessa. Com tudo isso, Abraão não desistiu. Será que não temos desistido por muito menos? Ele continuou firme em sua trajetória de fé até que, quando estava com 100 anos, nasceu seu filho Isaque (Gn 21.5). Desse modo, o grande patriarca de Israel deixou sua marca na história como o “pai da fé”.

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

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