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A perseverança de Jacó

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Foto: Zoltan Tasi | unsplash.com

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Texto-base: “Efraim alimenta-se de vento; vai atrás do vento oriental o dia inteiro e multiplica mentiras e violência. Faz tratados com a Assíria e manda azeite para o Egito. O Senhor tem uma acusação contra Judá, e vai castigar Jacó de acordo com os seus caminhos; de acordo com suas ações lhe retribuirá. No ventre da mãe segurou o calcanhar de seu irmão; como homem lutou com Deus. Ele lutou com o anjo e saiu vencedor; chorou e implorou o seu favor. Em Betel encontrou a Deus que ali conversou com ele.
Sim, o próprio Senhor, o Deus dos Exércitos! Senhor é o nome pelo qual ficou famoso” (Oseias 12.1-5).

Quando alguém é muito determinado no que faz, dizemos que a pessoa tem “garra”. Essa seria uma boa forma de descrever Jacó. No ventre materno, agarrou o irmão pelo calcanhar. Embora tenha nascido por último, nunca aceitou sua posição de desvantagem. Ele poderia ter dito: “Deus quis assim. Amém”. Não! Jacó foi à luta. Sua história é um exemplo para nós de alguém que não desanimava nem desistia facilmente.

Depois de crescido, comprou o direito de primogenitura do irmão, que garantia a maior parte da herança. Seu desejo pela bênção era tão grande que enganou o próprio pai. Diante da ira de Esaú, Jacó fugiu para a Mesopotâmia, onde conheceu Raquel, por quem se apaixonou. Naquela época, o rapaz, ou o seu pai, deveria pagar o dote para se casar. Jacó não possuía dinheiro algum, mas tinha muita vontade e disposição. Ficou resolvido então que ele trabalharia sete anos por Raquel. Na noite de núpcias, foi enganado pelo sogro, que lhe entregou outra jovem, Lia. Jacó precisou trabalhar mais sete anos para ter sua esposa amada.

Em todas essas experiências, vemos a perseverança de Jacó. Em momento algum ele diz: “Está difícil demais. Eu desisto”. Ele estava disposto a fazer o que fosse preciso para conseguir seus objetivos. Seus métodos não eram os melhores, mas demonstravam sua determinação.

Depois de muitos anos, de volta à casa de seu pai, Jacó encontrou-se com o Anjo do Senhor. Assim como fizera com Esaú, Jacó agarrou aquele ser celestial no Vau de Jaboque e disse: “Não te deixarei ir, se não me abençoares” (Gênesis 32.22-31). Aquele foi o ápice de sua perseverança. Foi uma vigília de luta com Deus pela bênção. No fim daquela madrugada, Jacó foi abençoado e transformado, passando a se chamar Israel.

De nada adiantaria toda a sua esperteza e malandragem antes demonstradas, sem aquela experiência espiritual transformadora. Naquele momento de sua vida, Jacó já possuía família e bens, mas sua alma ainda não tinha sido regenerada. Da mesma forma, precisamos tomar iniciativas no sentido de buscarmos a face do Senhor como nunca fizemos antes. Mesmo sendo salvos e abençoados, ainda existe muito mais que Deus pode e quer fazer em nossas vidas.

Aquela não foi a primeira vez que Jacó viu um anjo, mas ele não queria apenas uma visão. Ele poderia ter apenas olhado, mas lutou e suplicou. Se assim não fosse, restaria apenas uma lembrança. Não podemos ficar satisfeitos com o fato de presenciarmos grandes manifestações de Deus. Precisamos fazer parte delas. Isso depende da nossa atitude. Quem apenas assiste, corre o risco de perder uma gloriosa oportunidade em sua vida.

:: Pr. Anísio Renato de Andrade