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A perseverança do atleta

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Foto: unsplash.com

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Texto base: Hebreus 12.1-2

Em muitas situações da vida, começar é fácil, continuar é difícil, e concluir é quase impossível. Bons exemplos são as corridas a pé. As grandes maratonas têm milhares de inscritos. Alguns nem comparecem no dia marcado, mas muitos se posicionam para a largada. Na metade do percurso, a grande maioria já desistiu. Pouquíssimos são aqueles que cruzam a linha de chegada, e apenas um é o vencedor.

Como disse Paulo: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis” (1Co 9.24). O apóstolo estava comparando a vida cristã a uma corrida olímpica. Seus destinatários, os coríntios, moravam na Grécia, onde tais competições já eram comuns.

Na qualidade de cristãos, prosseguimos para o alvo, sendo transformados pelo Evangelho, vivendo para a glória de Deus, enquanto caminhamos, ou corremos, para a Nova Jerusalém. Contudo trata-se de uma corrida com obstáculos, dificuldades e opositores espirituais. Além de lutarmos contra as nossas próprias limitações, o inimigo ainda invade a pista, tentando nos fazer parar. Algumas vezes, ele nos faz propostas com o intuito de nos desviar da rota ou nos fazer retroceder. Como está escrito: “Corríeis bem. Quem vos impediu de obedecer à verdade”? (Gl 5.7).

Precisamos não apenas continuar, mas perseverar. A simples continuidade pode ser interrompida diante do menor obstáculo. Perseverança é prosseguir com determinação, a despeito dos problemas que surjam no caminho.

O desvio é chamado apostasia, ou seja, é o abandono da fé, acerca do qual as Escrituras nos advertem (2Ts 2.3). Por que alguns abandonam a carreira proposta pelo Senhor? Podem ter sido atraídos pelo pecado (2Tm 4.10), escandalizados pelas tribulações (Mt 13.20-21) ou seguido doutrinas de demônios (1Tm 4.1).

Portanto a perseverança que Deus espera de nós não é apenas comportamental, mas doutrinária (At 2.42), ou seja, precisamos ser muito cuidadosos com todo ensinamento que recebemos, comparando sempre com a Bíblia e observando o testemunho, o exemplo e o propósito daqueles que ensinam.

“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13-14).

Até aonde prosseguiremos nesta corrida espiritual? Até que possamos dizer como Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé” (2Tm 4.7).

:: Pr. Anísio Renato de Andrade