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A vitória de Jesus Cristo

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Foto: unsplash.com

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Tema: A vitória de Jesus Cristo

Texto Base: João 19.28-30

Exposição do texto: Esse é o momento em que Jesus entrou completamente em todas as fases da existência humana desde o nascimento até à morte. Assim, a Sua obra está concluída – a obra que o Pai Lhe deu para realizar. Mais do que isso, Ele entregou o Seu Espírito, por meio do qual, consciente e voluntariamente, Se ofereceu sem manchas a Deus.

Objetivo: Mostrar a vitória de Jesus Cristo na cruz do calvário, sobre Satanás e a morte, trazendo a compreensão de alguns benefícios de Seu sacrifício.

Contexto: Jesus Se prepara para pronunciar as últimas palavras da cruz, levando as Escrituras ao cumprimento enquanto assim o faz. A última palavra que Jesus expressa antes de expirar na cruz do calvário é “está consumado”. Seria uma expressão qualquer se não fosse o seu profundo significado. Essa expressão “está consumado” vem do grego tetelestai, que, além da tradução corrente, pode significar “totalmente pago” ou “dívida paga”. Pode também significar cumprido, encerrado, selado. A vitória de Jesus na cruz cumpriu os propósitos de Deus, cancelou toda dívida, pagou nossos pecados e destruiu o poder de Satanás. Seu efeito foi pleno, completo e eterno. Não há brechas ou sombra de dúvidas quanto à vitória de Cristo na cruz. A vitória da cruz é a vitória de todo cristão lavado e remido pelo sangue do Cordeiro e que está firmado em Cristo, em um relacionamento íntimo e pessoal com Ele. Veremos três aplicações dessa vitória de Jesus Cristo na cruz na sua vida e na vida da Igreja de Jesus Cristo.

1. Na cruz Jesus consumou a derrota de Satanás

Há uma compreensão errada sobre a Cruz para muitos cristãos que ficou evidente no desfile de uma das escolas de samba de São Paulo. Há também muita gente que acredita na falsa afirmação de que Jesus na cruz foi a vitória de Satanás. Essa é outra bobagem. Jesus Se entregou conforme relatado em João 10.17-18: “Por isso o Pai me ama, porque Eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, Eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai”. Jesus tem autoridade para entregar a Sua própria vida e reavê-la. Em termos práticos, Jesus tem toda a autoridade sobre céu e terra (Mateus 28.18). Anjos, demônios, principados e potestades foram subjugados por Ele. “Ele despojou principados e potestades, os expôs publicamente ao desprezo, triunfando sobre eles na cruz” (Colossenses 2.15). Ele Se manifestou, Jesus, o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo (1 João 3.8). A cruz de Cristo marcou a derrota do diabo e suas pretensões. Você e eu fomos assentados com Cristo nas regiões celestiais (Efésios 1.21-23). Ele é o Cabeça, e nós, o Seu Corpo, a Igreja, e avançamos no Seu poder. Por isso as portas do inferno não prevalecerão sobre a Igreja (Mateus 16.18), e ela avança vitoriosa contra o poder das trevas em unidade. Jesus declarou tetelestai contra as ações do diabo.

2. Na cruz Jesus consumou a derrota da morte (João 20.15-17)

Não precisamos temer a morte. O cristão verdadeiro não teme a morte, pois a pior morte que a humanidade pode ter é a eterna. Entretanto, quando chegou a minha e a sua vez na morte eterna, Ele morreu a nossa morte. Jesus morreu na sua vez. “Se pela ofensa de um e por meio de um só reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo” (Romanos 5.17). Na cruz Jesus venceu o poder da morte. Ele era um homem sem pecado, e a morte é o salário do pecado. Então, Ele assumiu os nossos pecados para morrer por nós, mas, como Ele era um homem sem pecado, a morte não pôde detê-Lo. Lembra do Aslam do “Crônicas de Nárnia”? Ele se oferece em sacrifício, mas a lei da morte não tem efeito sobre ele. Por isso Jesus pode nos dar vida eterna! Vejamos 1 Coríntios 15.50-57. Por intermédio de Jesus Cristo temos a vitória. Eu não vou morrer. Eu vou passar desta vida para a vida. Jesus declarou tetelestai sobre o poder da morte, pagando a nossa dívida e anulando o poder do pecado e da morte sobre nós.

3. Na cruz Jesus conquistou a nossa paz com Deus e a íntima paz de Deus

Na cruz, a misericórdia e a paz assumiram um rosto. Foi uma face humana – Jesus Cristo. Ao longo da história, toda vez que um filho de Deus confiou inteiramente no poder purificador e curativo do sangue de Cristo, a paz foi prometida. É a própria paz de Cristo, a própria paz que governa o paraíso. As palavras de Paulo sobre esse assunto foram ditas para que todo cristão desfrutasse dessa certeza no seu caminhar: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só Corpo; e sede agradecidos” (Colossenses 3.15). Esse é um dos benefícios da vitória de Jesus na cruz do calvário, é a nossa esperança em todas as batalhas: Que a paz de Deus domine o nosso coração pelo descanso nas promessas Dele. “Ora, o Senhor da paz, Ele mesmo, vos dê continuamente a paz em todas as circunstâncias. O Senhor seja com todos vós” (2 Tessalonicenses 3.16). Que a seguinte oração de Paulo se torne também a nossa, nestes dias de incerteza: “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (Romanos 15.13).

Conclusão: “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente a Ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando sobre eles na cruz” (Colossenses 2.13-15). Essa é a mensagem em que devemos crer e proclamar, Jesus triunfou na Cruz, Ele não foi derrotado, Ele venceu e nos fez mais que vencedores juntamente a Ele.