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Amor, uma expressão de fé

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Foto: unsplash.com

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Texto base: Gálatas 5.6

“Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor.”

A circuncisão é uma marca física que caracteriza o homem adepto do judaísmo, mas as marcas do cristão devem ser a fé e o amor.

Existem diferentes tipos de amor: fraternal (entre irmãos, entre amigos ou entre pais e filhos), conjugal (entre homem e mulher). Também é possível amar coisas, lugares, plantas e animais. Existe ainda o amor próprio. Cada um precisa amar a si mesmo (Lc 10.27), mas não pode ser “amante de si mesmo” (2Tm 3.2), pois este seria um tipo de egoísmo extremo.

O amor natural é condicional. Está baseado em vínculos, depende da convivência e, muitas vezes, envolve o benefício mútuo. O homem natural ama “SE” algumas condições forem satisfeitas ou “ENQUANTO” for do seu interesse pessoal.

A fé, mediante a operação do Espírito Santo, produz em nós um tipo de amor superior (Rm 5.5) que nos capacita a amar ao próximo e até aos nossos inimigos, ou seja, aqueles que nos odeiam (Mt 5.44-46; Lc 6.35). É um amor incondicional que não espera retribuição.

Geralmente, pensamos na fé como forma de obtermos benefícios para nós mesmos, mas a fé deve levar-nos a agir em favor do nosso semelhante. O amor é a fé em ação. Podemos pensar na fé como um recipiente que levamos à fonte que é Deus. Voltamos cheios de amor e compartilhamos com o nosso próximo. Se isso não acontecer, pode ser que, de fato, ainda estejamos vazios e que a nossa experiência espiritual seja falsa. Por isso Tiago disse que “a fé sem obras é morta” (Tg 2.20).

No Antigo Testamento, os profetas repreendiam o povo de Israel, quando órfãos, viúvas e outros necessitados ficavam sem assistência (Isaías 1.17; 10.1-2).

No Novo Testamento, Jesus elogiou o bom samaritano que socorreu o seu próximo que estava quase morto à beira da estrada (Lc 10.30-37). O amor cristão é muito mais do que um sentimento. É uma atitude que se transforma em ação.

Jesus também disse que, no dia do juízo, as pessoas serão recompensadas, ou não, pelo bem que fizeram ou deixaram de fazer aos seus semelhantes:

“Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me” (Mt 25.35-36).

A salvação não depende das nossas boas obras, mas aquele que é salvo deve fazer boas obras, assim como a árvore boa produz bons frutos (Ef 2.8-10).

Nenhum de nós pode resolver os problemas da humanidade, mas podemos ajudar alguém. Decida fazer alguma coisa pelo seu próximo. Faça, pois Jesus espera isso de nós.

:: Pr. Anísio Renato de Andrade