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É tempo de perdoar

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Estudo de célula do Jornal Atos Hoje- 11/03/2008

Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” (Mt 6.14-15).

O pecado e a vingança
A Bíblia nos diz que “todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Rm 3.12). Todos nós somos devedores diante de Deus. Deus poderia ter deixado de lado o pecado do homem e “tocar a bola para frente”, como muitos querem fazer. Entretanto, “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4). E “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Em outras palavras, qualquer pecado traz como pagamento: a morte. Era necessário que essa dívida do nosso pecado fosse paga; e teria de ser com a morte de um justo. Alguém da humanidade que tivesse crédito para pagar tão alto preço por nós; e este foi Jesus, aleluia!
Quando Caim matou seu irmão Abel, ele tornou-se fugitivo na terra e pediu que Deus o protegesse contra qualquer que o encontrasse e quisesse feri-lo (Gn 4.1-15). E veio o princípio da vingança. Quem o ferisse seria vingado sete vezes (“qualquer que ferir Caim será castigado sete vezes mais” Gn 4.15).
Mais tarde, na descendência de Caim, encontramos Lameque, esposo de Ada e Zilá. Ele era um homem violento e afirmou: “Caim será vingado sete vezes, porém Lameque, setenta vezes sete.” (Gn 4.24).
Em outras palavras, a vingança não tem fim. Ninguém irá contar quarenta e nove vezes até terminar uma vingança. E sabemos que violência gera mais violência. Vingança traz consigo mais vingança… Muitos chamam a vingança de “justiça com as próprias mãos”.
Temos um exemplo, na história brasileira, do Lampião e seu grupo de cangaceiros. Ele viu o massacre de seus pais por assassinos cruéis e jurou vingança quando crescesse. A cada dia que passava ele acalentava o desejo de vingar a morte dos pais. E matou muita gente. E teve de viver fugitivo e errante. Foi traído, e morreu tragicamente numa luta sem glória…

O antídoto para o veneno da vingança

Jesus pagou o preço de todos os pecados da humanidade. Ele sofreu o castigo que era nosso e morreu por nós. Ele levou, ali na cruz, a nossa identidade com a nossa culpa. É como se nós tivéssemos morrido com Cristo. A culpa foi embora. Fomos livres do poder da condenação e do inferno, aleluia!
E, ali na cruz, Jesus ofereceu perdão para toda a humanidade. Ele disse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem […]” (Lc 23.34). Jesus perdoou e nos ensinou a perdoar a todos os nossos devedores. Ele contou a parábola do credor incompassivo (Mt 18.23-35), ensinando sobre a necessidade de perdoar. Pedro havia perguntado ao Senhor se perdoar sete vezes era o bastante. Jesus lhe respondeu: “Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.” (Mt 18.22).

A falta de perdão mantém escravos
O dicionário nos informa que perdoar é desculpar, absolver, remitir, é deixar sair em liberdade, soltar o réu. Quando não perdoamos alguém, nós o mantemos cativo dentro de nós. E nos tornamos cativos dele. Talvez algumas dessas pessoas até já morreram e você continua sofrendo… É como se congelasse uma situação não resolvida, e esta interferisse em tudo o que você fosse fazer. Nos pensamentos e nas palavras aquela situação está sempre presente, não abandona nunca a pessoa ofendida…
O único caminho para ficar livre desse peso é o perdão. Quando “soltamos” os nossos ofensores, nós também ficamos livres. Por causa disso o Senhor nos ensinou que: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta. Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.” (Mt 5.23-26).
É necessário acertar com os nossos devedores. É necessário perdoar para gozamos de liberdade. Isto deve ser feito o mais rápido possível. A mesma pressa deve haver tanto para perdoar, como para se pedir perdão.

O perdão é uma decisão e não um sentimento
O ressentimento e a mágoa são sentimentos. São pesados à alma. Trazem tristeza profunda e dor. Entretanto, o perdão é uma decisão. Veja-se como exemplo do que acontece (quando perdoamos) com o ferro de passar roupas. Quando somos ofendidos ou ofendemos alguém é como se ligasse esse ferro à rede elétrica. Ele começa a esquentar. Quanto mais tempo deixamos o ferro ligado, mais quente ele fica. E queima. E pode provocar feridas, e deixar marcas em quem encostar.
Quando, porém, perdoamos, então desconectamos esse ferro. Mesmo que demore um pouco, ele começa a esfriar. Até ficar totalmente frio e não maltrata ninguém que chega perto…
O mundo fala de vingança, Jesus fala de perdão. O mundo não aceita “desaforos”, o Senhor nos manda abençoar os que nos maldizem ou perseguem. O mundo nos empurra para a “desforra”, a cobrança, o Senhor nos diz que as dívidas já foram pagas.

Dicas para perdoar:
Perdoar é o oposto de cobrar. Escreva num papel o que os outros lhe devem, e coloque as palavras: “Eu perdôo”. É como se você escrevesse uma nota promissória do que os outros lhe devem, e depois queime completamente esse papel. Anote o dia em que você fez isso, e, quando os pensamentos de cobrança quiserem voltar, diga: “No dia tal, eu perdoei tal pessoa. Ela não me deve mais”.
Abandone o sentimento de “justiça própria”. Quando percebemos que somos falhos também, fica mais fácil de perdoar as faltas alheias.
Rejeite todo pensamento de vingança e abençoe. Comece a orar com amor e misericórdia pelas pessoas que lhe fizeram sofrer, que lhe humilharam ou que lhe devem algo.
Peça perdão sempre que necessário, não de forma genérica. Mantenha o seu coração limpo de mágoas e ressentimentos. O verdadeiro amor não se “ressente do mal” (1Co 13.5), mas sempre perdoa.
Perdoe dívidas financeiras. Para que ficar sofrendo com isso? Libere seu irmão e deixe Deus suprir suas necessidades.

Leia e reflita nesses textos: 1Co 13.1-13; Mt 6.9-15; 9.6; 18.1-35; Jo 20.23; 1Jo 1.7-9.

Por:Pra. Ângela Valadão

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