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Em busca da dracma perdida

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Estudo de célula do Jornal Atos Hoje-19/08/2007

E, quando a encontra, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: ‘Alegrai-vos comigo, achei a dracma perdida’.” (Lc 15.9).

No meio da multidão que procurava Jesus, estavam publicanos (cobradores de impostos) e pecadores. Os fariseus e os escribas murmuravam contra o Mestre, dizendo: “[…] Este recebe pecadores e come com eles.” (Lc 15.2). E Lucas registra, nesse contexto, as três parábolas maravilhosas contadas por Jesus (Lc 15): a da dracma perdida, a da ovelha perdida e a do filho pródigo.
O Senhor Jesus nos mostra a diligência e o amor do Pai para buscar a ovelha perdida como o “bom pastor”. Seu amor grandioso esperando o retorno do filho rebelde que se distancia do Pai e que perdeu, no pecado, todos os bens que recebera. E retrata o cuidado diligente da mulher que procurou a sua dracma perdida em sua casa.
O Senhor não quer que ninguém pereça, mas que todos sejam salvos.

O valor da dracma

Qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a busca com diligência até achá-la? E quando a encontra, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: ‘Alegrai-vos comigo, achei a dracma perdida’.” (Lc 15.8-9).
Esta parábola nos mostra a moeda que se perdeu dentro de casa, talvez tivesse caído de maneira imperceptível. A dracma era uma moeda grega, de prata, cujo valor era semelhante ao do pagamento de uma diária do trabalhador nos dias do Novo Testamento.
As mulheres casadas, daquela época, usavam na cabeça um enfeite especial: um tipo de guirlanda ou grinalda feita de moedas valiosas. Essas guirlandas de moedas representavam o dote da noiva e eram colocadas no dia do seu casamento. Tanto ao representar as suas economias (por causa do seu valor) como por ser o seu dote de casamento, essas moedas tinham um valor também sentimental.
Perder uma dessas moedas era vergonhoso e inconcebível. A mulher da parábola acende a candeia, varre a casa e a procura com diligência até encontrá-la. E então se alegra com as amigas, que sabem o valor de cada dracma…

Buscando a “dracma perdida”

Esta parábola de Jesus nos fala sobre o cuidado do Senhor em buscar os perdidos. São pessoas que estiveram conosco um dia e hoje já não estão mais. São pessoas que se esfriaram ou se desviaram da fé. Ovelhas que estão perdidas por se encontrarem longe do supremo pastor.
Essa tarefa de resgate e procura diligente foi entregue à Igreja pelo Senhor. Devemos resgatá-las e trazê-las de volta à comunhão dos salvos, assim como a mulher das dracmas fez.
Ela acendeu a sua lâmpada para procurar, pois as casas mais simples daquela época possuíam poucas janelas, que eram altas e pequenas. As casas, portanto, eram escuras. Seria necessário acender candeias para se enxergar debaixo dos móveis e mesmo para varrer, tentando alcançar com a vassoura o objeto perdido. A mulher iluminou, varreu e olhou tudo até encontrar a moeda valiosa, que estava perdida.
Assim devemos nos portar com relação a qualquer membro que se tenha perdido. Devemos orar, visitar e procurar, com diligência, trazendo, sempre que possível, cada um de volta ao seu lugar. Cada pessoa é valiosa para Deus e tem o seu lugar no Corpo de Cristo. Somos o “dote” do casamento.
Alguém perguntou a um pastor: “Até onde eu devo ir com um irmão que ’empacou no caminho’ e resiste em prosseguir?” E este lhe respondeu: “Até ao limite do seu amor.” Há pessoas preciosas que ficam “agarradas” em seus problemas e suas dificuldades na caminhada e não percebem a realidade maravilhosa que é seguir Jesus. É preciso muito amor e paciência para ajudá-los. Há os que esfriam e se desviam por motivos tão pequenos. É necessário trazê-los de volta.
Alguns irmãos estavam com essa árdua tarefa de ajudar um “desviado” e lhe disseram: “Se você não quer orar, nós oraremos por você; se não quer jejuar, nós jejuaremos por você; não desistiremos até que o seu coração seja aquecido pelo fogo do Senhor e você volte ao seu lugar.” É isto o que o Senhor nos transmite na parábola da dracma perdida. Há os que se perdem “dentro de casa”. É necessário haver diligência e muito amor para que voltem.
Você conhece alguém que estava caminhando na igreja, na célula, e hoje já não está mais? Você gostaria de vê-lo novamente nos caminhos do Senhor? Então comece a pagar o preço em oração e demonstrações de amor por esse irmão. O Senhor deseja restaurá-lo.

Demonstrando verdadeiro amor

A Bíblia nos fala de quatro amigos que levaram um paralítico a Jesus (Mc 2.1-12). O Mestre estava em uma casa na cidade de Cafarnaum. Ele estava ensinando e curando as pessoas, como sempre fazia. A multidão se aglomerava nos cômodos da casa e era impossível alguém entrar, principalmente alguém carregado em uma maca.
Aqueles quatro amigos tiveram uma idéia de como permitir que o paralítico fosse visto e assistido por Jesus. Eles subiram ao eirado e abriram-no no ponto em que o Mestre se encontrava, e desceram por ali o homem inválido. O texto nos diz que Jesus viu a fé deles e disse ao paralítico: “Filho, perdoados estão os teus pecados.” Os fariseus e intérpretes da lei que estavam presentes ficaram abismados. Eles sabiam que somente Deus poderia perdoar os pecados de qualquer pessoa…
E o Mestre, então, ordenou que o paralítico tomasse o seu leito e andasse. E ele se levantou mesmo e todos começaram a glorificar a Deus em alta voz, aleluia! Jesus mostrou que tem poder para perdoar (por causa de sua obra no Calvário) e poder para curar as pessoas. E a alegria que tomou conta daquele povo foi imensa.
Jesus cura, liberta, salva e dá dons aos que o amam e buscam a sua face, aleluia!

Para refletir:
Leia alguns textos e medite: Lc 15.1-32; At 3.1-11; Tg 5.17-20; Is 61.1-10; 2Tm 2.23-26.
Existem muitos “paralíticos” impossibilitados de chegar perto de Jesus para serem libertos e curados. Eles estão presos ao orgulho, a auto-compaixão e pecados diversos. Mas o Senhor deseja restaurá-los completamente, não é mesmo?
O que você pode fazer por essas pessoas?
Você conhece algum “paralítico” espiritual? Alguma “dracma perdida”?
Que tal, em sua célula, vocês fazerem uma lista dos “desviados do Evangelho” e orarem durante um período por essas pessoas? Que tal, após esse período de oração, vocês lhe fazerem um convite para conhecer sua célula?
Há muito que fazer em nossos dias; faça o que estiver ao seu alcance para restaurar e trazer de volta os pródigos ao lar paterno.

::Por: Pra. Ângela Valadão

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