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Estudo de GC: Fé e Obras

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Estudo de GCReferência Bíblica:  Tiago 2.14-26

Exposição do texto: sempre que uma ambulância é chamada para atender a um acidente de trânsito, o primeiro procedimento realizado nas vítimas é sempre o mesmo: checagem dos sinais vitais. Os médicos verificam, dentre outras coisas, a frequência cardíaca e a respiração. Isso acontece por um motivo muito simples: se há respiração e batimentos cardíacos, há vida. São sinais externos, visíveis, que comprovam que aquele corpo tem vida. Assim também acontece com a fé. Onde há fé, há sinais de sua existência. Sem esses sinais, podemos afirmar que a fé está morta. É desse tema que Tiago cuida na segunda parte do capítulo 2 de sua carta.

Discussão:

  • Suas obras são condizentes com aquilo que você crê?
  • Você tem aproveitado as oportunidades para mostrar e exercer a sua fé?
  • Você tem colocado em prática, a serviço do Reino, as suas habilidades?

Objetivo: entender que a fé genuína é sempre acompanhada de obras.

Contexto: o texto nos ensina que quem alega ter fé, mas não tem obras, tem apenas uma fé vazia, uma mera crença na existência de Deus. Existem, portanto, dois tipos de fé:

1. Fé superficial

A primeira é superficial e trata apenas de acreditar que uma realidade é verdadeira. Até mesmo os demônios creem na existência de Deus. Todas as religiões monoteístas creem na existência de um Deus uno, mas nem todas são cristãs. A fé superficial não faz de ninguém um cristão, pois não há submissão voluntária a Deus. Há apenas uma informação a respeito Dele, na qual se acredita.

2. Fé genuína

Há também um nível de fé mais profundo, que inclui o conceito de convicção, ou seja, inclui envolvimento pessoal. Essa, sim, é a fé que transforma, salvadora, que leva a uma entrega total e incondicional ao senhorio de Cristo. Não é algo pesado ou forçado.

Sabemos que o mundo jaz no maligno, está afundado no pecado da promiscuidade, da libertinagem, dos vícios, das heresias, da rejeição a Deus etc. Um coração cheio de fé jamais conseguirá ver essa situação e se calar ou se manter apático, pois a fé verdadeira impulsiona a ação.

Amor em ação e verdade. É disso que o mundo precisa. O cristão prega o Evangelho, mas também usa suas habilidades e seus talentos em obediência a Deus e no serviço ao próximo. É importante considerar, também, que em nossos dias muitas pessoas de diferentes religiões realizam boas obras. Até mesmo pessoas sem fé alguma realizam boas obras. Uma boa obra pode ser praticada sem fé ou por motivações erradas, até mesmo egoístas. Mas uma fé verdadeira não pode existir sem obras. É o relacionamento direto com Jesus que produzirá em nós os frutos que Ele mesmo deseja. Os frutos que agradam a Deus são aqueles produzidos de um coração transformado por Ele.

Precisamos ter em mente que não há aqui qualquer conflito com a doutrina cristã da salvação pela fé. A salvação, de fato, é pela fé, mediante a graça de Deus (Efésios 2.8-9). Tiago não vai contra essa verdade; pelo contrário, ele vai um passo além para dizer que a fé que salva, certamente, produzirá seus frutos e deixará suas marcas. Citando Abraão como exemplo, Tiago destaca que sua atitude de oferecer seu filho em sacrifício a Deus revela um coração transformado, confiante e totalmente dependente de Deus. O pai da fé mostrou com suas obras (frutos) o que havia dentro do seu coração, “e foi chamado amigo de Deus”.

Conclusão: não é possível alguém dizer que tem fé em Jesus e não seguir os exemplos do Mestre. Se Ele é Senhor, deve ser obedecido. Se Ele é o Mestre, deve ser imitado. Os frutos da fé genuína devem brotar com a mesma facilidade e naturalidade que uma maçã brota em uma macieira. Deve ser algo natural, que reflete o tipo de fé que alegamos ter.

Aplicação:

Analise suas atitudes para saber como anda a sua fé. Se o seu objetivo for apenas ganhar dinheiro e status social, é tempo de reavaliar a sua fé.