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Fé, atitude e ação

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Foto: unsplash.com

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Texto base: Tiago 2.26.

Muitos se gloriam de terem uma grande fé, mas será que isso é tudo? É como se orgulhar de ter muito dinheiro sem que se faça bom uso dele. A fé não é o fim do caminho, mas apenas o início. Em Hebreus 11, temos uma lista de pessoas que se destacaram por sua fé. É importante crer, pois “sem fé é impossível agradar a Deus” (Heb.11.6). Contudo, existem, naquele capítulo, outros elementos indispensáveis. Uma fé sadia é produzida pela palavra de Deus (Heb.11.3; Rm.10.17). Ela é amparada e garantida pelo que Deus falou, seja em forma de aviso, chamado ou promessa (Heb.11.7,8,9). Além disso, a fé precisa ser bem direcionada como uma flecha que busca o alvo certo. Uma fé sem rumo, uma crença no acaso ou em falsos deuses, trará grandes decepções.

Nossa fé deve estar depositada em Deus e em Jesus Cristo. Ele mesmo disse: “Credes em Deus; crede também em mim” (João 14.1). A fé deve ser acompanhada do compromisso com o Senhor e da fidelidade a ele. Além de crermos até o fim, é necessário que sejamos fiéis até a morte (Ap.2.10). Se o crente for infiel, sua fé poderá ser inútil.

Aqueles homens listados em Hebreus não tinham apenas fé, mas ela era o princípio fundamental em suas vidas, como a pedra principal de um alicerce. Temos ali diversas atitudes e ações que acompanharam a fé, combinando bem com a afirmação de Tiago: “A fé sem obras é morta” (Tg.2.26).

Abel creu e ofereceu o sacrifício. Noé creu e construiu a arca. Abraão creu e saiu da sua terra. Mais tarde, pela mesma fé, o patriarca se dispôs a oferecer o filho sobre o altar. Isaque creu e abençoou Jacó. Jacó creu, abençoou seus filhos e adorou a Deus. Moisés creu e renunciou aos tesouros do Egito. Os israelitas creram e andaram em volta de Jericó durante sete dias. Raabe creu e acolheu os espias.

Vemos, portanto, que a fé sempre está relacionada a outras virtudes e, sobretudo, à ação. É importante orar, desde que não nos esqueçamos de agir, quando for o caso. Algumas vezes, a fé nos leva a esperar com a paciência do lavrador. Contudo, quando a lavoura está madura, não se pode esperar mais. É tempo de colher. A palavra de Deus não nos ensina uma fé passiva, mas uma crença que produz obediência à vontade do Pai. Isso pode significar, não apenas ganhos, mas perdas também. Ganhar pela fé é fácil; difícil é renunciar.

O capítulo 11 de Hebreus poderia nos informar que Deus fez tudo por causa da fé daqueles personagens, mas o texto fala muito do que eles mesmos fizeram, enfrentando trabalhos árduos e missões difíceis. Enfim, a ação divina também se fez evidente, resolvendo o que não era possível aos homens. Aquela galeria de heróis nos mostra uma série de experiências relacionadas a situações difíceis. É uma relação de desafios enfrentados pela fé. Quem teve vida fácil ficou fora da lista.

Muitos daqueles servos de Deus salvaram suas vidas pela fé, mas outros, pela mesma fé, foram martirizados. Isto nos mostra que o resultado principal do nosso relacionamento com Deus não se encontra neste mundo, mas na glória celestial.

Apesar de tudo, o capítulo 11 de Hebreus refere-se a homens vencedores, cujo testemunho serve de exemplo para nós, de modo que tenhamos fé, atitude e ação em nossa caminhada com Cristo.

:: Pr. Anísio Renato de Andrade