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O crente e as batalhas

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Estudo de célula do Jornal Atos Hoje- 23/09/2007

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (Jo 16.33).

Existe uma seqüência na vida do cristão: “chamado, capacitação e prova”. Primeiramente, acontece o chamado. Deus nos conhece e nos chama pelo nome. Ele sabe todas as coisas a nosso respeito, até mesmo aquelas que nos são desconhecidas e obscuras. O nosso passado, o presente e o nosso futuro lhe são claros como o dia…
Ele nos leva ao Calvário (chamado), para que contemplemos o alto preço que Jesus pagou pela nossa redenção (Rm 8.15-16), e, ali, obtemos o perdão para os nossos pecados. Depois, vamos ao Jordão (capacitação), onde somos batizados, e, sepultando o “velho homem”, damos início a uma nova vida (Rm 8.14).
Então, a exemplo de Jesus, podemos ser imediatamente levados ao “deserto” (prova) para que sejamos tentados (Rm 8.17-18).

Jesus e o deserto

Jesus fez o caminho inverso de Adão. Este começou em um jardim e terminou no deserto, na terra árida e difícil de ser cultivada. Entretanto, o Senhor Jesus, denominado por Paulo de o “segundo Adão” (1Co 15.45-47), começou o seu ministério no deserto e ressuscitou em um jardim (horto) junto ao Calvário.
Jesus veio ao deserto, onde João Batista pregava e, em seu batismo no rio Jordão, fatos maravilhosos aconteceram: os céus se abriram, quando o Senhor saiu da água. O Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea de pomba. E ouviu-se a voz do Pai, dizendo: “Este é o meu filho amado, em quem me comprazo.” (Mt 3.16-17).
A aprovação do Pai Celestial, a capacitação do Espírito Santo e a confirmação dos céus abertos sobre Jesus eram suficientes para assegurar-lhe uma vida de vitória sobre todas as batalhas que Ele deveria enfrentar.
Esta confirmação acontece também, como “selo”, sobre a vida do crente: os céus se abrem para nós. O céu passa a ser o nosso lar. Sentimo-nos à vontade diante do trono celestial. O Espírito Santo vem habitar em nós. E o Pai nos anuncia diante do mundo que somos seus filhos amados, aleluia!
Mas a Bíblia nos informa que Jesus, logo após o seu batismo “foi levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado” (Mt 4.1). Nós também passamos por esse mesmo caminho. Logo após a confirmação do Pai e a capacitação do Espírito, então, temos batalhas a enfrentar. Mas nunca estamos sozinhos, não se esqueça.

As tentações
A tentação em si não é pecado. Jesus foi tentado pelo diabo, porém Ele não pecou. Ele não cedeu à tentação. Ele não fez o que o inimigo lhe sugeriu, mas permaneceu firme diante do Pai, confiando em suas promessas.
A tentação acontece no campo da mente. Precisamos estar atentos ao que nos vem à mente. Que tipo de pensamento é insinuação maligna? Tudo o que nos tira a paz. Tudo o que não está de acordo com a Palavra de Deus. Tudo o que nos perturba e leve ao pecado. Esses pensamentos precisam ser rejeitados e “varridos” da nossa mente.
Geralmente, o inimigo nos tenta nos momentos de fragilidade física ou emocional. Jesus estava com fome, quando veio a primeira prova no deserto. Em todas as lutas o Senhor nos garante uma preciosíssima promessa: “Não veio sobre vós tentação que não fosse humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” (1Co 10.13).
As tentações virão, sem dúvida, mas elas jamais serão mais fortes do que as nossas forças. Jamais cairemos no pecado porque a tentação foi acima das nossas forças. E, quando tentados, devemos clamar ao Senhor, pois Ele já proveu o escape para nós. Podemos e devemos vencer todas as tentações, aleluia! O Senhor nos garante a vitória plena.
 
As armas espirituais para vencer a tentação

Jesus usou três armas espirituais para vencer a tentação. Quando o diabo tentou atingir a necessidade física do Senhor, isto é, a fome intensa, Jesus usou a Palavra de Deus: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.” (Dt 8.3). A vitória que vence o mundo é a nossa fé (1Jo 5.4). Fé na Palavra de Deus (Rm 10.17). Em suas promessas. A preciosa Palavra de Deus (as Escrituras Sagradas) é nossa “espada de dois gumes” (Ef 6.17; Hb 4.12; Ap 19.15).
A segunda arma que Jesus usou foi o temor do Senhor (Jó 28.28). Quantas pessoas sucumbem às insinuações terríveis do inimigo, com pensamentos cruéis de violência e morte? Falta-lhes na hora o temor do Senhor. Satanás queria que Jesus se lançasse do pináculo do templo: seria suicídio, apesar de falar que os anjos o sustentariam. O inimigo é sempre mentiroso e ele “torce” as Escrituras. Entretanto, o temor do Senhor estava bem vivo no coração de Jesus. Ele respondeu: “[…] Não tentarás ao Senhor teu Deus.” (Mt 4.7). O temor do Senhor nos traz sábia proteção (Êx 20.20).
A terceira arma é tremendamente poderosa: a adoração. O inimigo se retirou diante da adoração de Jesus. Sua confissão de que somente Deus é digno de adoração mostrou que nada mais atrai o coração do verdadeiro adorador do Senhor, a não ser o próprio Deus. A adoração verdadeira é a mais eficaz arma de vitória do cristão. Devemos atentar para o fato de que o primeiro mandamento é adoração ao Senhor (Mc 12.29-30).

A armadura de Deus

O apóstolo Paulo nos fala sobre a armadura de Deus para o cristão (Ef 6.10-20). Não podemos ir para a batalha vestidos de pijama e calçando pantufas. Pelo contrário, precisamos estar em prontidão e corretamente vestidos para o combate.
Vejamos todas essas peças da armadura, citadas por Paulo: o capacete da salvação, a couraça da justiça, o cinturão da verdade, as sandálias da preparação do evangelho da paz, o escudo da fé e a espada de dois gumes. Toda essa armadura nos fala de Jesus e sua obra em nosso favor. Ele é a nossa salvação e protege a nossa mente com a certeza de que somos filhos de Deus (1Jo 5.13).
Ele é a nossa justiça e cobre o nosso coração com sua Palavra (Rm 14.17; 1Co 1.30; 2Co 5.21). Ele é a verdade e cobre a nossa retaguarda (Jo 14.6). Ele é a nossa paz e por onde passamos, levamos as “boas-novas” da salvação (Is 9.6; Ef 2.14). Ele é o Verbo de Deus (Jo 1.1-3) e nos serve de escudo contra as mentiras e os dardos inflamados (de ira, de discórdias, de maldade, de orgulho etc.) do maligno. Ele é a Palavra de Deus, é a nossa arma de ataque, precisamos saber manejá-la bem, para sermos vitoriosos.

Desafios para a semana:
Leia os seguintes textos e medite nas batalhas, nas vitórias e nas recompensas por servir a Jesus: Rm 5.3-5; Rm 8.18, 31-39; Rm 12.12; 2Co 4.17; Dt 8.1-6; Tg 1.2-4.
Você tem sido tentado em alguma área específica de sua vida? O que tem feito a respeito disso?
Você acha que é possível viver sem pecar (Sl 119.11; 9)?
Como você encara a ordem do Senhor para sermos santos?

::Por: Pra. Ãngela Valadão

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