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O significado da ceia

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Estudo de célula do Jornal Atos Hoje- 16/09/2007

Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.” (1Co 11.26).

A Páscoa e a instituição da Ceia

Quando o povo de Israel saiu do Egito, Deus mostrou o seu poder por intermédio das 10 pragas que recaíram sobre aquela nação (Êx 7.14; 12.51). Após 430 anos (Êx 12.41), dentre os quais houve 150 anos de escravidão, Deus ordenou que Moisés instituísse a “Páscoa” (Êx 12.1-20). Seria uma cerimônia simples, em família, quando comeriam pão sem fermento, carne assada do cordeiro da Páscoa (cujos ossos não poderiam ser quebrados) e ervas amargas, como lembrança do tempo da escravidão, no Egito. Eles deveriam comer prontos para viagem, com a mudança embalada para saírem da terra da escravidão.
Todo o simbolismo da Páscoa se traduz na “nova aliança em Cristo”. Jesus é o “cordeiro pascal” (1Co 5.7-8), como também é o pão sem fermento (sem impurezas ou pecado). Por meio de seu sangue derramado no Calvário, Ele nos redime da escravidão do pecado e nos conduz à “terra prometida”, simbolizando a nova vida, guiada pelo Espírito Santo.
A Bílbia diz:
Chegou, porém, o dia dos ázimos, em que importava sacrificar a páscoa.” (Lc 22.7).
E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça.” (Lc 22.15).
E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.” (Lc 22.19-20).

Os elementos da Ceia

Jesus instituiu a Ceia como um “memorial” para que os seus seguidores se lembrassem de sua morte na cruz em nosso favor e de seu retorno à Terra para implantar o seu reino glorioso entre nós (1Co 11.23-26). Num cerimonial muito simples, foram usados o pão e o vinho.
O pão simboliza a morte vicária (ou substitutiva) do Senhor, pagando o alto preço da nossa redenção. O pão é feito de trigo e água que, misturados, tornam-se uma massa que, por sua vez, é levada ao fogo para assar. O trigo, na parábola do joio (Mt 13.24-30; 36-43) representa os filhos de Deus; no caso da Ceia, simboliza Jesus, o Filho de Deus. A água é a “Palavra de Deus” (Jo 15.3) e também representa o Espírito Santo (Jo 7.38-39).
Jesus falou aos discípulos, quando vieram para buscá-lo a apresentá-lo aos gregos: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.” (Jo 12.24).
Portanto, a Ceia nos fala da morte de Jesus e também nos lembra que, como seus discípulos (seguidores), também temos de “tomar a nossa cruz cada dia” (Mt 16.24; Lc 9.23; 14.27). Ser cristão não é apenas viver por Cristo, mas estar pronto a morrer por Ele. Isto é uma realidade entre os nossos irmãos nos países onde há perseguição, entre os novos-convertidos que vieram do Islamismo, por exemplo. Entre os nossos irmãos na China Comunista. Muitos são presos, maltratados, torturados e até mesmo, mortos, por causa da Palavra de Deus e do seu testemunho.
E o vinho simboliza a vitória do Senhor e o seu retorno à Terra para reinar. O pão passou pelo fogo, mas o vinho surge da fermentação do suco extraído das uvas esmagadas. Ou seja, da morte vem a vida. O vinho é a ressurreição, a esperança do cristão.
Na história de José do Egito, ele interpretou os sonhos do padeiro-mor e do copeiro-mor (Gn 40.9-23). A interpretação que Deus lhe dera se cumpriu fielmente. O sonho do padeiro dizia que ele seria morto e o do copeiro, que ele seria restaurado à sua antiga função ao lado do rei.
Portanto, ao tomarmos o vinho, na celebração da Ceia, estamos anunciando a ressurreição de Jesus e a sua volta gloriosa como “Rei dos reis e Senhor dos senhores”, aleluia! Nós também ressuscitaremos gloriosamente para reinar com Ele (1Jo 3.1-3). Esta é a fé cristã e a esperança dos salvos (1Co 15.12-54).

Discernir o Corpo de Cristo na Ceia

Quando o Senhor Jesus instituiu a Ceia, Ele deu graças e partiu o pão, dizendo que era o seu corpo. Paulo explica que a Igreja é o Corpo de Cristo e que devemos nos examinar (introspecção) e então comer o pão na ceia.
É necessário que cada crente reconheça o seu irmão como sendo parte integrante do Corpo de Cristo. A ceia nos fala de comunhão. De família de Deus. De perdão e reconciliação. De caminhar junto. De falar a mesma linguagem. De amor e união.
Paulo fala, respondendo às dúvidas dos irmãos de Corinto, que havia muitos enfermos entre o povo de Deus por esta causa: não discernir o “Corpo de Cristo”. “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”, foi o mandamento áureo de Jesus. O mundo deve nos conhecer como sendo um povo que ama de verdade. Você tem vivido assim? Tem provado o “morrer todo dia por amor a Cristo”, isto é, deixando de fazer a sua própria vontade e fazendo a vontade de Deus? Você tem reconhecido e amado ao seu irmão? Será que tem algum impedimento entre você e algum irmão? Que tal o perdão e a reconciliação, para então comer do pão e beber do cálice?

Desafios para a semana:
Leia os seguintes textos e reflita sobre a vida cristã: Jo 13.14; 13.34-35; 15.12, 17; Rm 12.9-21; 13.8; 14.13; 15.17; 2Co 13.12; Ef 4.2, 32; 5.21; Cl 3.9; 3.13, 16; 1Ts 5.1; Hb 10.24.
1.Ao ler estes textos, veja se realmente você tem praticado esses mandamentos. Enumere os verbos desses textos acima e medite no que é preciso fazer uns aos outros.
2.Procure demonstrar amor aos irmãos (peça ao Senhor que lhe mostre pessoas que estejam passando por provas e demonstre amor: visite, leve um presente, fale do amor de Deus).
3.Reconcilie com seu irmão e peça-lhe perdão, se necessário. Ande com a consciência em paz. Acerte o que precisar e ore por seus irmãos, especialmente por aqueles que Deus colocar em seu coração.

::Por: Pra. Ãngela Valadão

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