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Os humildes de espírito

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Estudo de célula do Jornal Atos Hoje- 04/11/2007

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” (Mt 5.3).

Bem-aventuranças

Jesus iniciou o seu ministério na Galiléia e pregava ao povo os princípios fundamentais do Reino de Deus (Mc 1.14-15). Todos os judeus, em sua época, estavam esperando a manifestação do “Messias Prometido” e criam que ele mudaria todas as coisas (Jo 3.1-2). Que ele iria implantar o Reino de Deus, restauraria a liberdade de Israel e colocaria Jerusalém como a capital das nações (Is 11.1-10).
A mensagem do Mestre, entretanto, era muito contundente e revelava que o Reino de Deus se encontrava num nível muito mais elevado que tudo o que a ética de Moisés ensinava (Mt 5.20-26, 27-32, 33-42, 43-47). Mateus coloca bem no início do seu Evangelho o “sermão da montanha” como ponto de partida para o ministério de Jesus, em que Ele estabelece as bases do Cristianismo. Neste sermão, Jesus mostrou a vontade do Pai para todos os homens (Mt 5.48).
As bases da verdadeira felicidade que o Senhor ali estabeleceu eram paradoxais, isto é, totalmente diferentes do que o mundo pensava a respeito. Enquanto para o mundo a glória das riquezas e a fachada da vaidade acenavam para o homem como “felicidade”, Jesus mostrava que o Reino dos Céus vinha para o humilde de espírito. Vejamos quem é esse “humilde de espírito”.

Humildes de espírito

Jesus disse: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” (Mt 5.3). Estes são aqueles que colocaram Deus em primeiro lugar em suas vidas (Jo 1.12, 1Jo 3.1-3, Mt 6.33). Aqueles que entronizaram o Senhor em seus corações. Aqueles que não buscam fazer a sua própria vontade, mas buscam a vontade de Deus (Rm 12.1-2).
Sabemos que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Tudo o que Deus tem para nós é o melhor, mesmo que aparentemente seja um caminho de “deserto” ou um “vale de sombra e de morte” (Sl 23.4). Quando nos submetemos totalmente a Ele, então o nosso coração encontra descanso e realmente podemos experimentar a paz e a segurança de seu “reino” dentro de nós.
Ser humilde de espírito implica no reconhecimento da soberania de Deus e da nossa própria fragilidade. Somos totalmente dependentes do Senhor (Jo 15.5). Jesus disse que sem Ele nada podemos fazer. Ele afirmou que somos como os galhos da videira verdadeira (Jo 15.1-3). A vida fluirá em nós e produziremos frutos estando ligados a Ele (Jo 15.4).
 
Humildade

Em Dt 8.1-20, Deus mostra ao seu povo como Ele o conduziu pelo deserto naqueles quarenta anos. E Ele exortou o seu povo à obediência para que pudessem viver, se multiplicar e entrar na terra prometida. Está escrito: “Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem.” (Dt 8.3).
Deus queria levar o seu povo a reconhecer sua total dependência dele. Naquele deserto, Israel não poderia subsistir sem a presença e a atuação direta de Deus. O Senhor lhes deu água tirada da rocha, sombra por meio da nuvem da sua própria presença, servindo-lhes de toldo durante o dia e de luz e calor durante a noite. A “Rocha” é um tipo de Cristo, segundo o apóstolo Paulo, e a água da Rocha era um símbolo do Espírito Santo que é vital para nós (1Co 10.1-4). Precisamos da presença, da atuação e da direção do Espírito de Deus, assim como precisamos da água para manter a vida física (Jo 7.37-39).
Toda aquela multidão que saíra do Egito morreria no deserto em pouco tempo se o Senhor não estivesse com eles. O maná era a comida sobrenatural que mantinha a saúde do povo e lhes dava força para a caminhada. E esse maná simbolizava a Palavra de Deus e o próprio Jesus (Jo 6.46-50). Essa Palavra é que nos dá força para viver e prosseguir na jornada rumo às mansões celestes.
Desde o nascimento do povo de Israel, sua história maravilhosa no tempo dos patriarcas, Abraão, Isaque, Jacó e José, até à saída do Egito e a tomada da terra prometida, vemos um tempo de milagres realizados pela palavra do Senhor na boca de Moisés (Sl 78.12-16).
A jornada do cristão, da mesma forma, é cheia de histórias de milagres. Os milagres acontecem para os corações contritos e confiantes nas promessas de Deus (Sl 37.5). A contrição e o quebrantamento estão presentes no coração humilde (Fp 2.5-8), no que reconhece o senhorio de Cristo em seu viver.
A humildade é, pois, a virtude mais elevada para o cristão. É a primeira virtude para se encontrar a vida eterna, pois implica no reconhecimento de nossa dependência total de Deus. A humildade caminha junto com o arrependimento e este com a obediência nos leva à vida abundante em Cristo.
   
O reino dos céus

O reino dos céus tem um rei, um soberano, e seus súditos. Jesus é o “Rei dos reis e senhor dos senhores” (Ap 19.11-16). Nós somos o seu povo e ovelhas do seu pastoreio (Sl 100.3). Ele é quem nos conduz. Nós precisamos apenas obedecer à sua voz. Querido irmão, você tem ouvido a voz do “bom Pastor” no seu dia-a-dia? Como você tem tomado as suas decisões? Jesus está realmente conduzindo o seu viver, ou tem prevalecido a sua própria vontade?
Ele disse, em Mt 11.28-30, que precisamos tomar o seu jugo e aprender todas as coisas com Ele, principalmente a mansidão e a humildade, para que encontremos o verdadeiro descanso interior. A jornada do cristão é ao lado de Jesus, seguindo os seus passos, ouvindo sua voz, caminhando com Ele em total submissão à vontade do Pai.
O reino dos céus subentende a presença do Rei conosco. Nosso Rei, Jesus, rendeu-se à vontade do Pai e nos ensina a orar: “Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus.” Que tal orar, de todo o coração, da mesma forma? Que tal desejar e permitir que o seu lar, sua vida, seu trabalho, seu interior estejam totalmente em submissão a Deus?

Desafios da semana:
Leia o sermão da montanha (Mt 5, 6 e 7) nesta semana, pelo menos 5 vezes e medite nas bases do Reino de Deus, nas prerrogativas desse Reino.
Avalie sua vida de acordo com o que Jesus nos ensina. Deixe o Espírito Santo lhe falar e revelar as áreas que precisam estar sujeitas ao domínio do Senhor.
Saiba que, nesse reino de Deus, nós nada conseguiremos fazer sem a presença, a direção e a capacitação do Espírito Santo, portanto, ore e consagre-se totalmente a Ele.
Busque a contrição e o quebrantamento para que Deus possa lhe falar nessa semana e compartilhe o que o Senhor lhe tem dado com alguém nessa semana (fale de Jesus – evangelize – mostre o amor de Deus por meio da sua vida, amando aos outros e testemunhando desse amor).

::Por: Pra. Ãngela Valadão

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