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Os que choram

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Estudo de célula do Jornal Atos Hoje- 29/06/2008

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.” (Mt 5.4).

O choro
As verdades do sermão da montanha ensinadas por Jesus são o inverso do que o mundo pensa. Enquanto o mundo abomina o choro e quer apenas o prazer na vida, o Senhor nos fala que “os que choram são felizes, porque haverão de receber o consolo de Deus” (Mt 5.4).

Salomão nos diz que é melhor estar na casa onde há luto do que na casa onde há festa (Ec 7.2). A morte de alguém, próximo a nós, nos faz pensar na eternidade e nos faz refletir se estamos preparados ou não para estar face a face com Deus…

Vejamos na Bíblia algumas situações de choro e do consolo de Deus.

Em Gn 21.16, encontramos Hagar, a escrava egípcia de Sarah, chorando por seu filho que morreria de sede e fome no deserto onde ambos estavam. “Deus, porém, ouviu a voz do menino; e o Anjo de Deus chamou do céu a Hagar e lhe disse: Que tens Hagar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino daí onde estás.” (Gn 21.17). E Deus abriu os olhos de Hagar para que visse um poço de águas vivas; ambos foram salvos e puderam viver no deserto, junto às águas de Deus. O Senhor recolhe as lágrimas de uma mãe que chora por seu filho. Vale a pena orar e esperar no Senhor.

Encontramos Ana, a esposa de Elcana, chorando por causa da sua rival, Penina, que a irritava e escarnecia da sua esterilidade. Ana resolveu levar o seu problema para Deus. Ela aproveitou o momento da adoração, quando toda a família ia a Siló para o sacrifício ao Senhor, e derramou, ali, o coração diante de Deus, pedindo-lhe um filho. Ana estava pronta a dar o filho ao Senhor e orou de todo o coração. Deus ouviu-lhe as súplicas e lhe concedeu o pedido. Ele lhe enxugou as lágrimas e encheu o seu coração de doce esperança e alegria.

Lágrimas e tristezas na Bíblia

Em 1 Sm 11.4, vemos o povo de Israel chorando por causa da afronta dos amonitas aos moradores de Jabes-Gileade. A cidade foi sitiada e propôs aliança com Naás, rei de Amom. Entretanto, a resposta que este lhes deu foi: “[…] Farei aliança convosco sob a condição de vos serem vazados os olhos direitos, trazendo assim eu vergonha sobre todo o Israel.” (1Sm 11.2). Os moradores de Jabes pediram sete dias para buscarem ajuda do povo de Israel. Quando a notícia chegou a Saul e ao povo de Gibeá, eles choraram em alta voz. Então Saul levantou um exército formado por toda a nação e livrou a cidade da opressão amonita.
O povo foi sensível à necessidade de seus irmãos, por isso chorou. Deus nos deu as lágrimas para que manifestemos os sentimentos de solidariedade com nossos irmãos. Precisamos ser sensíveis às necessidades do nosso próximo.
Como Igreja, somos comparados ao corpo humano, onde cada membro tem uma função e estamos interligados. Quando um membro sofre, todos nós sofremos com ele. Quando um é honrado, todos nós igualmente recebemos a honra. Quando há escândalos, todos nós sofremos, não é mesmo? Assim, pois, Deus quer que sejamos sensíveis ao sofrimento uns dos outros. Deus quer que nos amemos uns aos outros e tenhamos um coração amoroso e cheio de compaixão.
   
As promessas de Deus

Jesus passou, certa vez, pela cidade de Naim e encontrou um grupo de pessoas que caminhava para o enterro do filho único de uma viúva. “Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores!” (Lc 7.13). Mas, como não chorar a morte do único filho, depois de ter também perdido o marido? Pense: como estaria o seu coração na situação dessa mãe?
Mas Jesus tinha para aquela viúva o verdadeiro conforto. E, parando o enterro, ele tocou o esquife que conduzia o morto e ordenou-lhe a vida: “[…] Jovem, eu te digo: Levanta-te.” (v.14). O rapaz assentou-se e começou a falar, sendo restituído à sua mãe. A notícia levou o povo a glorificar a Deus e a reconhecer Jesus como um grande profeta de Deus entre eles (Lc 7.16).
Podemos estar certos de que o nosso Deus é cheio de ternura e compaixão. As nossas lágrimas tocam o seu coração e Ele nos consola. A Bíblia está cheia de promessas maravilhosas que nos confortam e levantam o ânimo abatido.
Medite nas promessas de Deus para nós: Sl 6.8-9 (Deus ouve o nosso choro e nos acolhe); Sl 30.5, 11-12 (o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer); Is 65.19 (Deus fará para nós um novo céu e uma nova terra, onde não haverá lagrimas nem tristezas); Jr 31.9-14 (promessas de restauração para Israel e a nova aliança em Cristo, v.31-33).

Choro por causa do pecado

O pecado traz a separação do homem e gera a morte (Tg 1.14-15). Entretanto, é o Espírito de Deus quem nos conduz ao arrependimento e à restauração da comunhão com Deus (Jo 16.8-11; Tt 3.4-7).
Esaú chorou ao perder a bênção de primogenitura (Gn 27.38), que ele mesmo desprezara, vendendo-a por um prato de lentilhas ao seu irmão Jacó (Gn 25.27-34). Entretanto, o seu choro não foi de arrependimento, mas de sentimento de perda. O seu coração encheu-se de ódio e ele falou em matar o irmão.
O arrependimento sincero leva à reconciliação, ao pedido de perdão e à concessão do mesmo. O remorso, entretanto, leva apenas à morte. Pessoas cheias de remorso são pessoas feridas e amargas; tristes e deprimidas. O reconhecimento das próprias falhas e o desejo de mudança radical, no interior, é que caracterizam o genuíno arrependimento.
Muitas pessoas, hoje em dia, não conseguem viver a plenitude da vontade de Deus porque não se arrependeram de verdade. Não querem mudar de atitude. Sabem qual é a vontade de Deus, mas se escondem atrás de suas fraquezas com desculpas para não enfrentar a cisão com o mundo (Mt 16.24).
Temos o exemplo de Pedro, que negou conhecer Jesus, por três vezes. Em seguida, seus olhos se encontraram com os do Mestre e ele chorou amargamente (Lc 22.54-62). Pedro se arrependeu e buscou o perdão. Jesus conversou com ele, após a sua ressurreição, e, junto ao mar da Galiléia, Pedro confessou o seu amor por Jesus três vezes (Jo 21.15-19).  

O futuro glorioso do cristão
O Senhor nos prometeu um futuro glorioso, onde não haverá mais morte, nem pranto, nem dores, nem lágrimas (Ap 7.17; 21.4), aleluia!
 Jesus nos disse que neste mundo teríamos aflições, lutas e perseguições por causa do seu nome. Os apóstolos, em suas cartas, nos alertam para os sofrimentos por causa do Evangelho (1Pe 4.12-19) e nos mostram o caminho da perseverança (Tg 5.7-11) e do amor para com todos (1Pe 3.13-17).
As lágrimas fazem parte de nossa existência na terra. O luto, a enfermidade, o sofrimento em todas as áreas, por vezes, nos fazem chorar. A Bíblia nos diz que Jesus chorou diante da morte do amigo Lázaro (Jo 11.28).
O mais importante na questão das lágrimas é a pergunta: diante de quem você está chorando? Diante de pessoas que nem sempre lhe compreendem, ou diante do Senhor? Ele é o nosso consolador e tem todas as respostas para a nossa vida.

Desafios para a semana:
Você tem sido sensível às necessidades das outras pessoas? Rm 12.15.
Que tal visitar nesta semana uma família enlutada (Jo 11.35-36)? Que tal visitar uma viúva e oferecer-lhe ajuda no que estiver precisando (Tg 1.27)?
Que tal separar um dia na semana para ir aos hospitais e fazer visitas aos enfermos? Há muitas lágrimas que Deus quer enxugar por meio das nossas vidas. Há muito sofrimento que o Senhor quer minorar por intermédio do estender de nossas mãos.

::Por: Pra. Ãngela Valadão

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