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Vida Cristã

A distância entre as palavras e os fatos

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Foto: unsplash.com

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“Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar” (Atos 1.1).

“E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras” (Atos 7.22).

A distância entre as palavras e os fatos costuma ser grande, mas as duas coisas deveriam andar sempre juntas, no aspecto da coerência, pois nisto consiste a diferença entre a verdade e a mentira. Esse tipo de discrepância, incorporado ao caráter, impede realizações e conduz ao fracasso. Essa disparidade ocorre, muitas vezes, entre o marketing e a realidade, entre a propaganda e o produto, entre a promessa e o cumprimento, entre a doutrina e a experiência, entre o plano e a execução, a teoria e a prática, o acontecimento e a notícia, a vida e a história.

No plano individual, pode haver grande distância entre o que falamos e o que fazemos. Nesse “gap” reside o risco de nos tornarmos mentirosos e hipócritas. Em muitas situações, no que depender de nós, precisamos reduzir essa distância. Talvez devamos praticar mais ou, quem sabe, falar menos? É fácil pregar, orar e cantar bem, usando as palavras certas, mas é difícil viver de modo correspondente.

Não existem limites para o que pode ser dito, mas as ações encontram muitos obstáculos. As palavras podem ter grande efeito imediato, mas elas se perdem quando os fatos não se concretizam. Devemos valorizar nossas palavras, sendo econômicos e não levianos em sua utilização, principalmente na forma de promessa, voto ou compromisso.

“Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade” (Tg 2.12).

Algumas vezes, porém, depois de haver falado, é preciso desistir de praticar. É o que deveria ocorrer entre o pecado verbal e a transgressão fatual ou entre a ameaça e o crime. Nesses casos, o arrependimento deveria se interpor como barreira intransponível. Em relação ao que as pessoas nos dizem e prometem, muitas vezes precisamos “dar um desconto” e reduzir a expectativa. Entre a palavra de Deus e suas ações não haverá tal distância, a não ser que o pecador se arrependa, de modo que o castigo anunciado seja evitado.

 :: Pr. Anísio Renato de Andrade

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