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Vida Cristã

A estratégia do desarmamento

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“Ora, em toda a terra de Israel não se achava um só ferreiro; porque os filisteus tinham dito: Não façam os hebreus para si nem espada nem lança. Assim, no dia da peleja, não se achou nem espada nem lança na mão de todo o povo; acharam-se, porém, com Saul e com Jônatas seu filho” (1Sm 13.19,22).

Nos primeiros séculos da história de Israel, o ferro era raro e de grande valor, chegando a ser guardado em tesouros com o ouro e a prata (Js 6.19). Sua posse poderia representar a vitória na guerra, devido à superioridade dos carros e armas confeccionados com o metal (Js 17.16).

Quando Saul começou a reinar, os filisteus dominavam os israelitas. Uma de suas estratégias preventivas era impedir que houvesse ferreiros em Israel, afim de que não se fabricassem espadas. Assim, estariam em situação de inferioridade nas batalhas ou nem entrariam nelas.

Ainda que tivessem a matéria prima, faltavam-lhes as pessoas capacitadas para a fabricação de armas. Ainda que houvesse guerreiros, faltavam os ferreiros, aqueles profissionais simples e humildes, mas tão necessários para a vitória da nação.

Da mesma forma, antes mesmo de nos atacar, o inimigo luta contra a palavra de Deus, que é a “espada do Espírito” (Ef 6.17). Ele se levantou contra os escritores e tradutores bíblicos, tentou impedir o acesso às Escrituras no decorrer da história e ficará feliz hoje, se não lermos nem entendermos a Palavra do Senhor (Mt 13.19). Assim, estaremos despreparados, não apenas por ignorar o que a Bíblia diz, mas por não podermos praticar o que desconhecemos.

Naqueles dias, o povo de Israel queria lutar contra os filisteus, mas estava desarmado. Entretanto, o rei Saul e seu filho Jônatas tinham espadas. Se os próprios líderes estiverem desarmados, será a desmoralização total diante do inimigo. Contudo, duas espadas seriam insuficientes para o combate. Na sequência do livro, encontramos a vitória de Davi sobre o gigante Golias, ao derrubá-lo com uma pedrada. Foi um milagre, mostrando a superioridade do poder de Deus, mas não era um padrão a ser seguido pelo exército.

Precisamos estar preparados com o conhecimento da palavra de Deus, que é mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes (Hebreus 4.12).

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

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