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Vida Cristã

A importância do planejamento digital

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Foto: unsplash.com

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Frequentemente me deparo com pessoas falando sobre “profissionais” que oferecem serviços de Mídias Sociais a baixo custo. Muitas vezes quem contrata não tem ideia que trabalhar no meio digital está além de postagens diárias. A questão envolve vertentes importantes como: planejamento, conteúdo, entrega do serviço e resultados.

Se uma proposta é muito barata, sério, desconfie. É o barato que pode sair caro. Cuidado com propostas mirabolantes no estilo: “Faço dois posts por dia no Facebook, uma arte por dia para o Instagram e edito um vídeo por semana para seu canal no YouTube”. Há até aqueles que preferem comprar seguidores. Isso me faz lembrar de uma antiga expressão que diz “tampar o sol com a peneira”.

Um bom trabalho digital começa com planejamento, e neste post vou me ater a esse tema. Há quem trabalhe apagando incêndios diariamente, sem planejamento. Há quem faça lindos planejamentos, mas, na prática, pouca coisa sai do escopo. E há quem sabe trabalhar com planejamento e implementação como ninguém.

Vamos supor que você não se dá muito bem em pesquisar e planejar algo, prefere agir sem analisar. Lembre-se que no meio digital é muito importante fazer a análise da sua marca e da sua concorrência para desenvolver seu planejamento. Vou tentar enumerar aqui algumas práticas que podem ajudar neste processo de pesquisa e planejamento.

Dicas para o processo de pesquisa e planejamento

1. Conheça quem é seu público. Você precisa saber se está falando com o público certo. Quem já assistiu alguma de minhas aulas ou palestras sabe deste caso. Certa vez trabalhei com uma cantora que pensava ter como público adultos. Em uma rápida análise dos canais digitais dela, era perceptível que o público dela eram adolescentes. Quando eu disse isso, ela ficou chocada. Mas, como estava em início de carreira, conseguiu readequar as estratégias para falar com o público certo. Como saber quem é seu público? Dicas rápidas: analise o gráfico da sua página no Facebook, o Google Analytics do seu site, o Analytics do seu canal no YouTube e, ainda, os dados fornecidos por ferramentas como o MLABS. Outras maneiras de identificar melhor o seu público são por meio de pesquisas, enquetes, e-mail marketing etc.

2. Pesquise sua marca no Google. Pode parecer algo bobo, mas é extremamente relevante. Pesquise. Veja quais são os temas relacionados à ela no meio digital. Defina parâmetros como: como espera ser conhecido na Internet? O que espera que as pessoas encontrem sobre você quando pesquisarem no buscador?

3. Conheça bem a sua marca. Você conhece bem a Visão, Missão e Valores da sua marca/instituição? Parece coisa antiga, mas não é. Quando presto consultorias sempre pergunto sobre isso. E, na maioria das vezes, os gestores não sabem responder de maneira completa. Se a equipe (ou “eu”quipe) não entende sua missão, como avançar? Com essas informações bem alinhadas, fica mais fácil entender que tipo de conteúdo será produzido para o meio digital.

4. Entenda quais são suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Existe uma ferramenta de negócio que é excelente para qualquer instituição em qualquer segmento. É a conhecida Análise SWOT, traduzida para o português como FOFA, que é a análise de Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças. Tem um arquivo excepcional do SEBRAE que pode te ajudar a organizar melhor essas informações e entender a importância de ter real conhecimento sobre a situação da sua marca.

5. Converse com seu público. Cansamos de ver marcas e pessoas no meio digital que querem ser meros postadores de conteúdo. Não seja um desses. Realmente dá bastante trabalho abrir um SAC 2.0 ou conversar com as pessoas, mas é essencial que vejam na sua marca no meio digital um canal de diálogo. Existem vários artigos, cursos, palestras on-line e ferramentas que podem te ajudar a fazer um bom atendimento virtual. Não tenha medo de conversar e ser transparente. Marcas como Ponto Frio, Netflix, Coca-cola, Heineken, entre tantas outras, são queridinhas no meio digital não é por acaso. É porque estão levando para a Internet novas experiências aos internautas.

6. Faça Benchmarking. De uma maneira bem simplista, Benchmarking é um processo de análise e comparação das suas práticas e da sua concorrência para melhores resultados. Lembro-me de quando estava na faculdade e aprendi sobre a expressão: “Quem tem informação tem poder”. De fato, é verdade. Observe o que sua concorrência está fazendo. Ferramentas como o MLABS te permitem acompanhar o crescimento de sua concorrência nas redes sociais, você sabia disso?

7. Não seja um ferramenteiro, seja um estrategista. Para trabalhar com Mídias Sociais não é preciso um zilhão de ferramentas, mas, sim, das ferramentas certas. Conheço diversos profissionais no meio digital que vivem testando, testando e testando. Sem dúvidas é importante ter boas ferramentas para te ajudar no planejamento, agendamento e acompanhamento das postagens nas redes sociais. Mas não viva disso. Escolha ferramentas que te atendem bem e prossiga. Atualmente uso algumas ferramentas para: agendamento e monitoramento para Instagram, Facebook, Linkedin, Twitter e Pinterest: MLABS, Hootsuite e Agora Pulse; edição de artes digitais: Canva; encurtamento de links: Bitly; envio de e-mail: Mailchimp; produtividade e acompanhamento de tarefas: Trello. Não são muitas ferramentas, mas tenho me virado muito bem com elas.

8. Tenha claro quais são os indicadores do seu projeto. Estabeleça parâmetros importantes para análise que mostram se o seu planejamento deu certo ou não. E, sim, isso precisa ser estabelecido nesta fase. Em alguns projetos digitais há quem mensure “sucesso” pelo número de curtidas, compartilhamentos, aumento no número de seguidores. Esses podem ser parâmetros válidos, mas existem outros, como aumento de acessos em seu site, de vendas em sua loja virtual, de cadastros em sua newsletter; maior reconhecimento de sua marca, maior número de convites para palestras/eventos e por aí vai.

9. Seja realista. Ao fazer seu planejamento, tenha claro: prazos, metas, quem vai realizar cada tarefa; e estabeleça quem vai realizar cada uma delas.

10. Valorize o que você tem em mãos. Em tempos onde ouvimos tanto falar sobre crise, que tal aprender a fazer o melhor com o que você já tem em mãos? Nem sempre é necessário um alto investimento ao fazer um planejamento digital. É possível começar com algo básico, e, à medida que as coisas vão dando certo, novas análises e readequações vão sendo feitas. Por exemplo, pode ser que você não tenha recursos financeiros para investir em publicidade on-line. Que tal investir algum tempo na produção de bons conteúdos e fortalecer seu trabalho orgânico até conseguir fazer algo mais “agressivo”?

Uau, que post grande! Mas não poderia finalizar sem falar sobre isso. Muitas marcas/instituições me procuram pensando que elas não possuem conteúdo suficiente ou interessante para publicar nas Redes Sociais, no blog ou site. E 99,9% das vezes, saio dessas reuniões com pelo menos 10 tipos de conteúdo diferentes para postagens que eles já possuem internamente, mas não enxergavam como relevante. Valorize o que você tem. E, claro, se puder, conte com a ajuda de um profissional, de alguém com experiência para te auxiliar no planejamento, mapeamento, na implementação e análise das ações.

E, para fechar, uma frase sensacional da Daniela Viek, especialista em Branding: “Você se seguiria?”.

Até a próxima!

:: ELIS AMÂNCIO*

*Elis é jornalista com especialização em Comunicação Digital, Mídias Sociais e Marketing Digital; consultora, professora de Mídias, palestrante e autora do livro Mídias Sociais na Igreja, área em que atua há 10 anos.

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