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Vida Cristã

A Riqueza e a Inveja

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Foto: pexels.com

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“Isaque formou lavoura naquela terra e no mesmo ano colheu a cem por um, porque o Senhor o abençoou. O homem enriqueceu, e a sua riqueza continuou a aumentar, até que ficou riquíssimo. Possuía tantos rebanhos e servos que os filisteus o invejavam. Estes taparam todos os poços que os servos de Abraão, pai de Isaque, tinham cavado na sua época, enchendo-os de terra” (Gênesis 26.12-15).

O tema deste artigo é deveras espinhoso porque se trata de um sentimento que dificilmente alguém assume publicamente possuir. É um atributo menos nobre por seu alto poder destrutivo para quem o alimenta e para quem sofre as consequências dele.

No dicionário, inveja é o sentimento de ódio, desgosto ou pesar que é provocado pelo bem-estar ou pela prosperidade ou felicidade de outrem. É também o desejo muito forte de possuir ou desfrutar de algum bem possuído ou desfrutado por outra pessoa.

Isso significa que a inveja é aflorada tanto pelo “ter” como pelo “modo de ser” do outro. De uma forma ou de outra seu resultado geralmente é avassalador tanto para a vítima, que sofre seus efeitos, como para o algoz, que está adoecido por este sentimento que apodrece os ossos (Provérbios 14.30).

Na Bíblia temos vários exemplos do efeito devastador da inveja, segue três deles no livro de Gênesis:
⁃ Caim teve inveja da oferta de Abel e o matou;
⁃ Sara teve inveja de Hagar e a expulsou com o filho;
⁃ Os irmãos de José tiveram inveja dele e o venderam.
“O rancor é cruel e a fúria é destrutiva, mas quem consegue suportar a inveja?” (Provérbios: 27.4)

A inveja pode manifestar-se de forma passiva (quando é apenas um sentimento ruim e incômodo em quem sente) ou de forma ativa (quando o invejoso parte para prejudicar o invejado). De uma forma ou de outra é igualmente destrutiva.

E quando este sentimento se manifesta no outro por aquilo que possuímos e que é fruto da benção de Deus sobre nós? E quando se manifesta sobre aquilo que construímos em nossa carreira e é fruto de nosso trabalho?

A inveja dos filisteus “deságua” diretamente sobre os poços e a riqueza de Isaque, mas sutilmente era uma forma de atacar algo inatingível que era a benção de Deus que abundava sobre sua cabeça. O resultado dessa ação de prejudicar Isaque foi o pedido de Abimeleque para que ele e seus servos saíssem da terra. A inveja continuou em outros lugares com outros protagonistas por mais algum tempo quando novos poços eram cavados e água abundante surgia. Até parece que esta doença chamada inveja é contagiosa…

Hoje, na era da imagem e do poder avassalador das redes sociais “parecer ter ou ser” é quase que uma obrigação coletiva. Infelizmente esse é um ambiente propício para a propagação da inveja, o que diretamente fere o coração de Deus.

“Quando o meu coração estava amargurado e no íntimo eu sentia inveja, agi como insensato e ignorante, minha atitude para contigo era a de um animal irracional” (Salmos 73.21-22).

Seja sábio ao escolher que marcas deixará no coração daqueles que te observam e guarde seu coração de todo sentimento contrário ao amor. Que Deus te abençoe!

:: Kilvia Mesquita

Dra em Economia pela UFMG, professora universitária, palestrante e autora do livro “Os 40 ladrões que existem em você: como identificar e superar a autossabotagem financeira”. Siga a Kilvia no instagram e obtenha dicas de finanças Pessoais.

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