Created with Snap

Vida Cristã

Adoção

Nenhum Comentário
Foto: pexels.com

Foto: pexels.com

Família, base da sociedade. Assim está escrito no art. 226 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. A convivência familiar e comunitária é um direito fundamental de crianças e adolescentes garantido pela Constituição Federal (artigo 227) e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em seu artigo 19, o ECA estabelece que toda criança e adolescente tem direito a ser criado e educado por sua família e, na falta desta, por família substituta.

Fazer parte de uma família traz inúmeros benefícios: segurança, confiança e sentido de pertencimento a um grupo. Este termo lembra um lugar de refúgio, paz e descanso.

Mas nem toda família é um alívio e um antídoto contra as perturbações, angústias e aflições nos dias atuais. Muitas crianças e adolescentes vivem situações terríveis no seio familiar. Há casos de violação de direitos (abandono, negligência, violência) e também há casos em que é impossível o cuidado e proteção por sua família. Em tais situações, a criança e o adolescente poderão ser colocados em família substituta, de modo a assegurar a convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu desenvolvimento integral. Após a avaliação do melhor interesse da criança ou adolescente, poderão ser ofertados pelo Estado os serviços de famílias acolhedoras, acolhimento institucional ou adoção.

A adoção de Cristo, o maior exemplo

A igreja brasileira pode e deve ser resposta para essa questão também. Todo cristão foi adotado pelo Pai Celestial e, por meio da graça, Ele nos fez filhos, herdeiros e co-herdeiros em Cristo. Vivemos uma experiência de acolhimento e transformação de vida quando cremos que Jesus é o nosso Salvador e único Senhor. Em João 1:12,13, está escrito: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus.” Foi a obra de Cristo na cruz que tornou esse processo de adoção possível. É um privilégio ser membro de uma família em que todos passam a chamar e a considerar uns aos outros, irmãos em Cristo (1Ts 2.14). Toda essa bênção só é possível porque fomos feitos “filhos de adoção por Jesus Cristo” (Ef 1.5). Quando lemos estes versos bíblicos, podemos compreender exatamente o que o apóstolo João quis dizer, quando maravilhado, afirmou: “nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19).

O descompasso da adoção no Brasil

Adoção é uma expressão de amor. E o amor ultrapassa qualquer critério: quando Deus nos transformou em filhos, fomos aceitos sem nenhuma restrição. Ocorre que no Brasil, há um descompasso histórico entre o perfil desejado por futuros pais e a realidade das crianças disponíveis para a adoção. Dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), vinculado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que atualmente existem 45.991 pessoas interessadas em adotar e 9.524 crianças e adolescentes aptos para ser adotados (1).

No entanto, cerca de 47 mil crianças e adolescentes ainda estão com situação indefinida e inseridas em programas de acolhimento institucional (1). Adoção pode ser uma boa alternativa para pais biológicos que, por vários motivos, talvez não possam cuidar de seus filhos. Pode também ser uma resposta de oração para muitos casais que não podem conceber seus próprios filhos ou desejam cuidar daqueles que estão sem família. Tanto aqueles que adotam quanto os que são adotados podem receber bênçãos e alegria em abundância. Se você pensa em adotar, considere a adoção inter-racial, assim como a de adolescentes, pessoas com necessidades especiais e irmãos.

(1) Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2019-05/governo-vai-lancar-campanha-de-incentivo-adocao-tardia. Pesquisa realizada dia 08/11/2019.

:: Miriam Caetano – Grupo de Ação Política – GAP

  ibl_site