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Vida Cristã

Água, sangue e fogo

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Foto: unsplash.com e pixabay.com

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O ritual do tabernáculo judaico incluía os conceitos de purificação e adoração, sendo a primeira uma condição indispensável à realização da segunda. Não havia ali uma rota alternativa para se chegar à presença de Deus, mas apenas uma porta e um caminho: pelo sangue do sacrifício. Ninguém poderia entrar sujo no santuário, na presença de Deus. Quem o fizesse morreria imediatamente. Portanto a primeira providência do sacerdote seria lavar as mãos e os pés na pia de bronze, supondo que houve antes um banho completo em sua casa. Contudo a água tira apenas a sujeira exterior.

Era necessário que um animal morresse no altar, pois só o sangue purifica do pecado. “Sem derramamento de sangue não há remissão” (Hb 9.22). O animal seria também queimado. Esse é o fogo da punição, que nos lembra o inferno. Ninguém entraria no santíssimo lugar sem levar o sangue do animal sacrificado. Esse era o “bilhete” de ingresso. “Não sem sangue” (Hb 9.7). Hoje, é o sangue de Jesus que nos dá livre acesso ao Pai. Todo o dinheiro do mundo seria insuficiente para franquear nossa entrada.

“Tendo ousadia para entrar no santuário pelo sangue de Jesus” (Hb 10.19). Dentro do tabernáculo havia fogo no candelabro, como símbolo do Espírito Santo, garantindo calor e luz para o ambiente. Quando o apóstolo Paulo disse “não extingais o Espírito Santo”, a figura usada era o fogo (1Ts 5.19). O Espírito Santo em nós é o antídoto contra a frieza espiritual e as trevas do mal. Precisamos, contudo, zelar para que o fogo se mantenha aceso. Purificados pelo sangue de Cristo e iluminados pelo Espírito, entramos na presença do Pai, onde devemos viver todos os nossos dias. Quem não se purificar pelo sangue será lançado no fogo eterno.

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

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