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Vida Cristã

Atuação da família no desenvolvimento da autoestima

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Foto: unsplash.com

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Ter autoestima é saber valorizar; é ter amor próprio. A autoestima funciona como o “sistema imunológico da consciência”, pois quem possui uma autoestima elevada tem mais resistência às intempéries e tem força de vontade e capacidade para ultrapassar os obstáculos e recomeçar após frustrações e fracassos. Contudo, quando a autoestima está baixa, a resistência da pessoa diante das adversidades da vida diminui. Ela passa a ser mais influenciada pelo desejo de evitar a dor do que pelo desejo de vivenciar o prazer; e os fatores negativos de sua vida têm mais poder sobre ela do que os positivos.

A autoestima é aprendida no seio da família. O livro de Provérbios 24.3-6 diz: “Com sabedoria se edifica a casa, e com a inteligência ela se firma, e pelo conhecimento se encherão as câmaras de todas as substâncias preciosas e deleitáveis, um varão de conhecimento consolida a força, porque com conselhos prudentes tu farás a guerra, e há vitória na multidão dos conselheiros”. Por meio do amor, da admiração mútua e dos limites que os pais impõem aos filhos para protegê-los de ameaças externas e para ensiná-los a serem responsáveis, a família terá uma boa estrutura, cultivará bons hábitos e terá uma boa autoimagem; tudo isso se a autoestima for desenvolvida.

Os estudiosos do desenvolvimento infantil afirmam que, se uma criança é tratada com amor e respeito, internaliza-os e trata os outros da mesma maneira. Porém, se ela for desprezada e desrespeitada, poderá abrigar sentimentos de medo e ódio por si mesma, e terá problemas relacionais.

Se os pais não elogiam os filhos por aquilo que têm de bom, nem se preocupam em saber por onde andam e o que estão fazendo, sentimentos de rejeição vão enraizar no coração deles, fazendo com que tenham pensamentos negativos do tipo: “Não sou importante para a minha família, pois meus pais não perguntam por mim nem se preocupam em saber como estou e o que estou fazendo”. Evite que isso aconteça com seus filhos. Diga que os ama, elogie-os, incentive-os, mantenha o diálogo entre vocês, estabeleça regras claras e distribua tarefas dentro de casa.

O pai, a mãe e os filhos têm, respectivamente, os seus valores e as suas funções a serem desenvolvidas dentro do lar para que a convivência seja amistosa e feliz e todos tenham uma boa autoestima, podendo, assim, desenvolver-se plenamente como seres humanos.

Se você aprender a ver as suas experiências de forma positiva, reforçará todos os dias a imagem que tem de si mesmo, ou seja, sua autoestima. O livro de  Provérbios 23.7a pontua que “assim como imagina em sua alma, assim ela é”.

:: Eliane Procópio*

*Psicóloga, Psicopedagoga e Terapeuta Cognitiva Comportamental

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