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Vida Cristã

Confissão ou mentira?

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Devocional

Depoimentos são oportunidades para que o réu confesse, caso seja culpado. Se a confissão é substituída pela mentira, acrescenta-se novo delito à lista já existente. Nesse caso, melhor seria o silêncio.

Muitas vezes, prefere-se a delação. Acusar o outro é sempre mais fácil. Desde Gênesis 3, a acusação sempre foi estratégia de defesa, mas não envolve arrependimento nem perdão.

O pior pecador, se é que podemos chamar assim, é aquele que diz: “Não pequei” (Jr 2.35). O apóstolo João pensava nessas coisas, quando escreveu sua primeira carta: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.8-9).

A Bíblia nos permite dizer que existem pecados maiores que outros (João 19.11). A mentira é um dos piores pecados pois encobre as outras transgressões e impede que sejam perdoadas.

Confessar é como espremer a ferida para que saiam as contaminações (Is 1.6). É um ato dolorido, porém necessário, para que a cura aconteça. Todavia, além da confissão, o arrependimento é essencial. João Batista não dizia “confessai”, mas sim “arrependei-vos”. Então, os arrependidos eram batizados, confessando os seus pecados (Mt 3.1-6).

No relato bíblico, alguns personagens confessaram, mas não se arrependeram. Portanto, não foram perdoados (1Sm 15.24-25; Mt 27.4). Também é inútil confessar à pessoa errada. “Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado” (Sl 32.5).

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

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