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Vida Cristã

Cresça no conhecimento do Pai

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DevocionalLogo que um bebê nasce, já sabe identificar a mãe pelo cheiro e pela voz, mas o conhecimento sobre o pai é adquirido lentamente através da presença e do relacionamento. A paternidade de Deus em relação a nós também precisa ser aprendida. Quando Mateus começou a escrever sobre Jesus, a paternidade foi a primeira informação registrada, como fator determinante da identidade e do direito: “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (Mt 1.1). Assim, o evangelista começava a apresentar o Messias como rei dos judeus. Mas ele é mais do que isso. No capítulo 3, Jesus é apresentado como Filho de Deus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17). O texto expõe duas dimensões paralelas e complementares: a paternidade natural e a paternidade espiritual, declarada pelo próprio Deus. Quantas vezes vivemos focados no aspecto natural, seja em relação a Cristo ou a nós mesmos, quando deveríamos ver acima e além do que é terreno. Davi e Abraão tiveram suas virtudes e suas mazelas, mas Jesus é, antes de tudo, Filho de Deus.

Em Mateus 4, Satanás vem questionar a identidade de Cristo tocando exatamente no aspecto da paternidade: “Se Tu és o filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4.3).
A estratégia não foi negar a paternidade, mas colocá-la a serviço das necessidades materiais e terrenas. Contudo a prova da filiação está na essência e no caráter. O que falamos sobre Jesus aplica-se a nós em certa medida, pois Ele, que era o unigênito do Pai (João 3.16), tornou-Se o primogênito (Rm 8.29) para que pudéssemos ser filhos de Deus. Entretanto isso não é automático. Paulo diz que éramos POR NATUREZA filhos da desobediência e filhos da ira (Ef 2.1-2) – para não dizer filhos do diabo (João 8.44) – mas PELA GRAÇA somos salvos (Ef 2.8). As expressões “por natureza” e “pela graça” representam o que “éramos” e o que “somos” diante de Deus; um contraste provocado pela conversão.

Precisamos crescer no conhecimento do Pai para descobrirmos também o que somos Nele. O filho de um rei é príncipe desde o seu nascimento, mas ainda não sabe. Não conhece sua autoridade nem tem condições de exercê-la. Não conhece sua riqueza nem pode administrá-la. Precisa crescer, conhecer e assumir. Assim acontece também com os filhos de Deus. Com Cristo reinaremos em vida, para a glória do Pai (Rm 5.17).

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

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