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Vida Cristã

Crescer, crescer e crescer

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Foto: pixabay.com

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A Bíblia é um manual completo de vida. Isto significa que versículos não tratam exclusivamente de salvação da alma ou de assuntos, erroneamente, denominados espirituais. A Bíblia discorre sobre família, economia, política, educação, direito, gestão, dentre tantas temáticas que fazem parte do nosso cotidiano.

Tal entendimento nos conduziu a veredas equivocadas no que tange à nossa interação com a sociedade. Prova disso é a nossa forma reduzida de enxergar a política e a nossa participação pífia nas tomadas de decisão.

Um assunto latente nos dias atuais é a economia do Brasil. E não é para menos. Atravessamos, já há alguns anos, severa crise que impactou diretamente a qualidade de vida dos brasileiros, alguns de forma mais severa que outras. O fato, é que muitas famílias estão afundadas em dívidas e, por óbvio, sem esperança de um futuro melhor.

Diante deste cenário desolador, muitos brasileiros vêm procurando caminhos alternativos para manter o sustento da família. O crescimento do trabalho autônomo, da abertura de MEIS – Microempreendedor individual, bem como a inscrição em plataformas digitais, como aplicativos de transporte, tem sido uma excelente alternativa para gerar renda a milhões de pessoas.

Como brasileiro, sinto-me orgulhoso em ver que muitas pessoas não se acomodam diante das adversidades da vida. Lutam com galhardia, na certeza que tempos melhores virão. Pessoas que adotam este comportamento certamente colherão bons frutos.

Isto nos remota a parábola dos talentos, narrada em Mt 25.14-30. Um senhor, enquanto saiu para viajar, deixa com três servos alguns talentos para que pudessem fazê-los multiplicar. Ao retornar da expedição, o senhor cobrou de cada um deles os resultados do trabalho. O servo, que recebeu 10 talentos, conseguiu multiplicá-lo por mais 10. O que recebeu 5, por mais 5 e assim, sucessivamente. Entretanto, o servo que recebeu apenas 1 talento, o guardou por receio de perdê-lo. A atitude deste último servo foi veementemente repudiada pelo senhor.

Em momento algum a parábola deixa transparecer certa facilidade em multiplicar talentos. Aliás, pelos dizeres do último servo, a tarefa era desafiadora. Historicamente, o Brasil foi doutrinado a acreditar que o Estado deve suprir determinadas carências. E pior que isso, criou a falsa impressão de que empresas contribuem para a desigualdade e injustiça, o que é uma verdadeira falácia.

Nesta semana, na Câmara dos Deputados, tramitou um projeto de lei que visava limitar os lucros das plataformas de aplicativos de transporte, sob a justificativa de que motoristas estavam sendo explorados. Ora, tal medida iria, por certo, dificultar os trabalhos destas empresas no país, o que aumentaria o valor final do serviço, além de reduzir a quantidade de motoristas.

Urge a necessidade do país criar um ambiente propício aos negócios para que mais e mais pessoas possam fazer multiplicar os seus talentos – o Estado tem o papel de preservar e estimular este mercado, bem como aparar as arestas do abuso e injustiças, quando o empregador é arbitrário e desrespeitador.

O que é inaceitável é colocar o Estado como o grande protagonista do desenvolvimento e da geração de renda, enquanto na verdade o grande responsável pela produção dos talentos são as pessoas e as organizações por elas criadas. Assim, é fundamental compreender o que a Palavra de Deus nos ensina sobre economia, mercado e negócios. O segredo é buscar Nele o equilíbrio para que possamos crescer fundamentados sempre na justiça.

:: Lucas Gonzalez

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