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Vida Cristã

Cristão e Política: a Igreja Perseguida

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Foto: Facebook Lagoinha

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Pelo mundo não são poucos os relatos de países onde cristãos são perseguidos e até assassinados pelo simples fato de professarem publicamente sua fé em Cristo Jesus. Afirmar que cristãos são perseguidos não é negar que grupos que professam outras religiões não o sejam, mas neste texto trabalharemos diretamente a perseguição a grupos cristãos, e os principais motivos que levam a tal ato.

Podemos tomar como exemplo o caso recente do Siri Lanka, onde mais de 350 pessoas morreram em ataques a igrejas em pleno domingo de Páscoa, data que é um marco para quem professa a fé cristã, por representar a ressurreição de Cristo. Esses ataques que lá ocorreram foram realizados, segundo dados divulgados pela imprensa, por grupos radicais islâmicos. O que, se comprovado, configura-se perseguição por motivação religiosa.

Vale ressaltar ainda que o ponto a ser trabalhado no caso de Siri Lanka não é julgar outras religiões, mas destacar o motivo da perseguição, a “divergência de crença”, que em situações extremas motiva atentados e execuções. Por sua vez, esse não é o único motivo pelo qual cristãos são perseguidos. A perseguição religiosa pode se dar também por motivos políticos. Nesse segundo caso, ela pode ser aberta, onde os governos criam leis para que seja proibido portar bíblias e professar a fé cristã; ou pode ser uma perseguição velada, onde ela ocorre, mas não é oficialmente respaldada pelo governo. A perseguição aberta aos cristãos geralmente é mais comum em países onde existem outros grupos religiosos predominantes, cuja crença se choca diretamente com o cristianismo. Já a perseguição velada ocorre onde professar a fé cristã não é proibido, desse modo, outros subterfúgios foram criados para que ela ocorra.

Perseguição religiosa por motivos religiosos e políticos

A forma mais comum de perseguição religiosa a cristãos se dá por motivos também religiosos, seja por diferença de crença ou por ausência de crença. Mas por que isso? A resposta é simples: é porque nosso Deus é o Deus da graça e do perdão (Sl 86.5), e O servimos por amor, não por medo. Para muitas outras religiões, os deuses são servidos porque o povo os teme, não porque os ama. Quando se tem ausência de crença, essa perseguição vem travestida da inferiorização daqueles que a têm.

Já a perseguição religiosa por motivos políticos, geralmente, ocorre em países que possuem formas de governo ditatoriais. Essa perseguição ocorre porque a Bíblia nos ensina que temos o livre arbítrio para governar nossas vidas (1Co 6.12), mas que só devemos crer e servir a um Deus e Senhor (Mt 6.24). Ou seja, somos livres até para crer ou não em Deus, mas, se escolhermos por crer Nele e servi-Lo, não podemos dividir Sua glória com homens.

Esse fato não é bem aceito em países em que o governo quer ter controle sobre todas as esferas da vida do indivíduo, seja ela política, econômica, social ou privada. Não ver o Ditador como um senhor soberano sobre todas as coisas e não reconhecer sua forma de governo como a única possível é falta grave, passível de punição. E, como a Bíblia ensina que devemos viver e praticar a justiça, e não compactuar com injustiças (Lv 19.15), muitos países proíbem professar a fé cristã. Mas essa perseguição também pode ocorrer de outras formas, como destacado a seguir.

Perseguição de outras formas

A perseguição religiosa por motivos políticos e religiosos também ocorre em países em que é possível professar a fé cristã sem ser punido, inclusive onde não se tem nenhum tipo de restrição para tal. Nesses casos, por exemplo, no Brasil, a perseguição vem camuflada de diversas formas, conhecidas como:

1- “Liberdade de expressão”, onde vilipendiar a fé alheia não é visto nem mais como desrespeito;

2- “Cultura”, onde a utilização de símbolos e personagens religiosos para atos desrespeitosos ou obscenos é considerada como manifestação da arte;

3- “Diversidade”, onde o fato de professar sua fé se torna ofensivo para determinados grupos, mesmo que não exista nenhuma prática de ato de preconceito ou desrespeito. Entre outros motivos.

Perceba que as palavras utilizadas entre “aspas” remetem-se à banalização de seu significado real. Isso ocorre pela apropriação errônea de seu uso para fins particulares, inclusive perseguir a fé cristã. A própria Palavra de Deus nos ensina que somos livres (1 Co 10.23) e que temos culturas diferentes e diversas (At 17.26), mas em nenhum momento ensina os cristãos a perseguirem quem for por não partilhar de suas crenças (Js 24.15). Se cristãos estão fazendo isso, verdadeiramente não conhecem o Deus a quem dizem servir. Mas também não justifica o fato de que grupos políticos e religiosos distintos se valham da artimanha de difamar e perseguir a fé cristã por quaisquer motivos que sejam. A ausência de crença também não é motivo para denegrir ou menosprezar a fé de quem a tem.

Argumento de “Estado laico”

No Brasil, é muito comum ver o vilipêndio da fé de maneira velada, onde comumente é utilizado o argumento do “Estado laico” para proibir cristãos de professarem sua fé em escolas, universidades, no meio político, em ambientes ou atos públicos ou em qualquer outro lugar. Por sua vez, a laicidade do Estado é justamente a garantia que cristãos ou quaisquer pessoas de outras religiões ou sem religião possam influenciar (e influenciar não é impor) seu entorno e sua nação a partir do que acreditam. Mas, em uma democracia, o que somos, vale a decisão da maioria.

Em suma, a perseguição a cristãos é real no Brasil, e pelo mundo; o que varia é a forma de perseguição. Que os cristãos tenham consciência da realidade em que vivem e dos tipos de perseguições que irão sofrer por seguir a Cristo. Jesus nos alertou sobre isso em Mateus 10.22, mas no mesmo versículo Ele também nos afirma que aqueles que perseverarem até o fim serão salvos.

Fiquem firmes!

:: Dayanna Fagundes Silva [Grupo de Ação Política – GAP]

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