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Vida Cristã

Cristão e Política: a intercessão de Abraão

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Foto: unsplash.com

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Os nomes Sodoma e Gomorra são conhecidos até por aqueles que não são assíduos leitores da Palavra de Deus. Todos sabem, mesmo que de maneira superficial, que Deus as destruiu em razão da perversidade que dominava seus cidadãos, como descrito em Gênesis 19.13. No capítulo anterior, Abraão tem um interessante diálogo com Deus, no qual ele intercede pela cidade de Sodoma. Ao tomar conhecimento da destruição, Abraão indaga ao Senhor: “Destruirás também o justo com o ímpio? Se porventura houver cinquenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela?” (Gn 18.23,24).

Em resposta, o Senhor garante a Abraão que pouparia a cidade por amor aos cinquenta. Essa oração ilustra, com riqueza ímpar, três pontos fundamentais para a igreja contemporânea acerca da nossa postura diante da nação:

1) Deus não castiga apenas indivíduos, castiga também cidades e nações

A Bíblia relata em diversos trechos a ira de Deus sobre os pecados de um povo. Sodoma e Gomorra viviam em graves pecados (Gn 18.20); Ló, inclusive, quase teve sua casa invadida por homens que queriam violentar seus visitantes.

No livro de Jonas é relatada a história de Nínive, cuja cidade seria destruída em razão de sua maldade. Até mesmo Israel por diversas vezes foi penalizada pelos seus próprios erros.

Hoje não é diferente. Nações são abençoadas por viverem sob princípios que exaltam o Criador (Sl 33.12), porém perecem quando se esquecem do caminho. Nós brasileiros somos diretamente responsáveis pelo o que ocorre em nosso país. Se acharmos que o nosso posicionamento cristão não deve ser considerado quando o assunto é política, estamos escancarando as portas da nação para o pecado.

2) Deus atende ao clamor dos justos quando intercedem por cidades e nações

Abraão se inquietou frente à possibilidade de justos serem aniquilados juntamente com os ímpios de Sodoma e Gomorra. Assim, clamou ao Senhor que tivesse misericórdia dos justos daquele local, o que foi atendido por Deus. Vários outros exemplos podem ser extraídos da Palavra de Deus; Neemias se entristeceu profundamente porque Jerusalém, sua cidade, estava em ruínas. Já Samuel foi conclamado pelo povo a orar. “E todo o povo disse a Samuel: Roga pelos teus servos ao Senhor teu Deus, para que não venhamos a morrer; porque a todos os nossos pecados temos acrescentado este mal, de pedirmos para nós um rei” (1 Sm 12.19).

3) Deus salva os justos e é fiel à Sua Palavra

Gn 19.29 registra que Deus Se lembrou de Abraão e por isso salvou Ló, seu sobrinho, da destruição. Isto é, a oração de Abraão resultou em salvação. Nossas orações pelo país devem ser regadas de misericórdia e compaixão pelo próximo. A miséria, a corrupção as injustiças devem ser objeto de nossas súplicas diante de Deus. Assistir às notícias de morte de inocentes deve gerar em nosso coração um profundo pesar. A morte de pessoas nas filas hospitais não pode, jamais, ser normal para nós. Tais episódios, infelizmente tão corriqueiros, devem ser lembrados em nossas orações. E o Senhor, assim como fez com Abraão, ouvirá o nosso clamor e salvará aqueles que são Dele!

:: Flávia Raíssa Said [Grupo de Ação Política – GAP]

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