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Vida Cristã

Cristão e Política: Jesus e a natureza do exercício de governo

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Foto: pexels.com

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Jesus havia iniciado Seu ministério. Maravilhas e curas eram realizadas em muitas cidades. Demônios eram expulsos e as pessoas, libertas. Jesus pregava para pessoas de todas as classes e confrontava valores profundamente arraigados na cultura. Muitos são os episódios em que Cristo repreende o comportamento hipócrita dos fariseus, saduceus e confronta a religiosidade do povo e daqueles que estavam mais próximos Dele: Seus discípulos.

Contexto político da época de Jesus

No tempo de Cristo, o governo político de Israel estava nas mãos dos romanos. Esse grande império controlava regiões praticamente em todo o mundo conhecido da época. O poder político, bélico, econômico e cultural dos romanos exercia influência sobre todas as suas colônias. Elas deviam sempre se curvar diante de César. Esse era o contexto político da época de Jesus.

Certa vez, dois discípulos, Tiago e João, talvez deslumbrados pelas obras que Cristo estava fazendo e pela promessa da vinda do Reino de Cristo, pediram a Jesus para que se assentassem ao lado Dele no trono de glória. Esse pedido rapidamente provocou indignação em todos os outros discípulos, que abominariam a ideia de serem preteridos por Tiago e João. Afinal de contas, quem não gostaria de se assentar ao lado do trono em que Deus governará as nações?

Ao perceber a reação que essa pergunta gerou nos discípulos, Jesus responde não apenas àqueles que estavam fisicamente com Ele, mas ensina a toda a humanidade a chave para o exercício do governo: a servidão.

Jesus, no versículo 42 do capítulo 10, chama a atenção para o modelo político em que estavam inseridos naquele tempo: “Jesus os chamou e disse: Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam […]”. Governantes que dominam e não governam. Governantes que eram servidos e não servidores. Governantes que buscavam reconhecimento e glória para si mesmos. Jesus compara o modelo de governo que Tiago e João pensavam acerca do Reino de Deus como extensão do modelo dominador do Império Romano. Então, Jesus diz no versículo 43: “Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo”.

A inversão da lógica de governos

Jesus simplesmente inverteu a lógica de como os governos eram exercidos. Aqueles que governam devem governar para o serviço e não para serem servidos. O exercício do governo não estava vinculado ao assentar-se ao lado do trono, mas ao levantar-se para servir outros. Se cumprido em sua integralidade, qual seria o impacto desse princípio em nosso país?

A mensagem de Cristo que precisa ecoar em nossa realidade de governo e ser disseminada para o nosso país é esta: “A nação que quiser tornar-se grande, justa e forte deverá ser, antes de tudo, governada por aqueles que compreendem a grandiosidade de servir aos que representam”.

Que juntos possamos transformar esta nação!

:: Carlos Said Pires [Grupo de Ação Política – GAP]

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