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Vida Cristã

Cristão e Política: negociações políticas – O que a Bíblia fala sobre isso?

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Foto: unsplash.com

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Na esfera política é muito comum ouvir que estão ocorrendo negociações para aprovar ou não determinado projeto de lei. Mas projetos de lei podem ser negociados? Como isso funciona?

Quando um projeto de lei é apresentado em uma casa legislativa, as “negociações” servem para que, na maioria das vezes, situação e oposição entrem em consenso na aprovação ou não de algum projeto. Porém a questão que deveria estar em voga quando isso ocorre seria a melhoria do tema proposto. Ou seja, retirar determinado parágrafo por não atender às demandas da sociedade ou colocar determinado parágrafo para aprimorar a ideia em questão. Enfim, as negociações deveriam circundar em fazer melhorias que tornem os projetos de lei executáveis e benéficos para a população. Por sua vez, os tipos de negociações que ocorrem no mundo político visam benefícios para quem votar a favor ou contra o tema em pauta, e não o seu conteúdo. É o famoso “toma lá da cá”, ou as “barganhas” tão faladas nas mídias.

Mas, para além das práticas do mundo político, o que a Palavra de Deus nos fala sobre o ato de negociar? O que é ou não negociável? Se cristãos pretendem se envolver politicamente com temas diversos, sendo que muitas pautas delicadas são tratadas pelo Congresso Nacional, é preciso saber o que fazer diante de situações de negociação.

Tomando a Bíblia como referência, precisamos sempre considerar que: não devemos ter outros deuses, mas crer somente em Deus (Ex 20.3); a salvação está somente em Cristo (At 4.12); a Bíblia foi inspirada por Deus para nos guiar (2 Tm 3.16); e não estamos sob o domínio da carne, mas do Espírito (Rm 8.9).

Entendendo quem é o único Deus, que a salvação está em Cristo, que a Bíblia é o guia do cristão verdadeiro, e que nós estamos sob o domínio do Espírito, não da carne, sempre que surgir algum tema que o político considera que viola sua fé ou os ensinamentos que a Bíblia contém, seu posicionamento deve ser embasado na Palavra de Deus, pois o Seu Reino é e nos propicia a justiça, a paz e a alegria (Rm 14.17).

Negociar, entrar em consenso, debater etc. não é pecado, mas se torna pecado quando o conteúdo negociado fere os ensinamentos bíblicos. Aquele que, para obter vantagem, conscientemente negligencia seus valores e sua fé deve estar ciente de que vai responder perante Deus por seus atos (Rm 2.5-6).

Que cada político, principalmente os cristãos, tenha como guia o versículo de Romanos 14.22, que diz: “Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova”.

Aquele que conhece, crê e segue os ensinamentos da Palavra de Deus tende a fazer o que é bom, e não mau. Que isso sirva tanto para os políticos em suas atividades profissionais, quanto para qualquer pessoa em sua caminhada cristã.

:: Dayanna Fagundes Silva [Grupo de Ação Política – GAP]

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