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Vida Cristã

Cristão e política: O exemplo cristão em uma sociedade não cristã

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Foto: Legacy Missões

Foto: Legacy Missões

Desde pequeno eu escuto que ser uma pessoa desequilibrada é algo ruim. Claro que não necessariamente com essas palavras, mas como por exemplo “você só poderá comer dois pedaços de bolo, se comer mais terá dor de barriga”, ou “você terá de dormir às 21h30, se não amanhã ficará cansado na escola”. São simples exemplos de como o equilíbrio na alimentação e no sono são indiscutivelmente importantes.

Esse tal “equilíbrio” vem me deslumbrando há anos, e eu tenho descoberto a cada dia como ele é importante para o dia a dia do cristão e de todo ser humano que deseja ter uma vida saudável. O cristão deveria ser exemplo de equilíbrio em uma sociedade não cristã, afinal nós somos embaixadores do sustentáculo do equilíbrio de todo o Universo, aqui na terra.

Deveríamos ser exemplo, mas não raras oportunidades somos a causa de desequilíbrio e ofensa à Deus. Socialmente falando, temos que conviver em uma sociedade que muitas vezes não é equilibrada, se gaba de ser progressista em valores morais e idolatra a criatura, o Estado ou até mesmo um ideal político como um tipo de deus, ao invés de adorar ao Deus verdadeiro.

Então, qual o papel do cristão nessa sociedade?

É simples: “Ame ao Senhor seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. E ame o seu próximo como a si mesmo” (Mt 22).‬ Pessoas nos extremos do espectro político, tendem a perder esse tal de equilíbrio.

Quando o assunto é o papel do Estado na vida do indivíduo, alguns posicionamentos defendem que o Estado é um tipo de “deus” que deve cuidar de todas as áreas da sociedade e inclusive nas escolhas que os indivíduos devem fazer. Que o Estado é responsável por te educar, te corrigir, te alimentar e cuidar de você em todos os sentidos. Sendo assim, o desequilíbrio age de forma a interferir na soberania do indivíduo (socialmente falando) de fazer suas próprias escolhas. Ou seja, o entendimento é que todos são igualmente fracos diante de um Estado que é igualmente forte.

Há um outro extremo que defende a valorização máxima do indivíduo, onde, esse é naturalmente uma espécie de deus de si mesmo. O Estado, nesse contexto, não deve interferir nas escolhas do ser humano e nem mesmo puni-lo por um crime. Como um deus de si mesmo, o indivíduo não aceita a palavra de Deus como regra de vida e, vive segundo a sua própria lei. A lei de Adão, e não de Cristo.

O ponto de equilíbrio

O cristão deve reconhecer a necessidade do Estado para a manutenção da ordem e justiça na sociedade, mas não deve adorá-lo como um deus e nem depositar nele a sua fé. Em muitos contextos onde o estado é supervalorizado os indivíduos não tem nem a oportunidade de ter uma fé cristã, já que o Estado é um deus egoísta que não aceita concorrência. E também não deve descreditar o Estado a tal ponto que não se submeta a regras de ordem e convívio social, pois isso gera desordem.

O equilíbrio do cristão na sociedade vem acompanhado de uma vida piedosa, buscando agradar a Deus acima de tudo (Cl 3.23). Sendo assim, sua vida é o ponto de equilíbrio a ser observado por toda a sociedade.

Ter uma família modelo (no sentido de inspirar pessoas), se esforçar em prol de causas sociais, não por conta de uma ideologia política, mas por entender que quando se tem o Espírito Santo, você sempre tem algo a oferecer ao próximo. Isso não é só política social. Isso é o evangelho de Cristo! Entre várias outras coisas que a Palavra nos ensina.
Deste modo, seja você aquele que é capaz de ajudar o próximo e de ser a mudança para uma sociedade mais justa e piedosa, pois isso é o que de fato importa. E é o que agrada o coração de Deus.

:: Pablo Almeida – Grupo de Ação Política – GAP

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