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Vida Cristã

O dom da prestação de contas

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Foto: pixabay.com

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“Agradeço a Deus porque ele concedeu a Tito a mesma dedicação que eu tenho por vocês. Tito recebeu com prazer nosso pedido para que os visitasse outra vez. Na verdade, ele mesmo estava ansioso para ir vê-los. Com ele estamos enviando outro irmão, que é elogiado por todas as igrejas como pregador das boas-novas. Ele foi nomeado pelas igrejas para nos acompanhar quando levarmos a oferta, um serviço que visa glorificar o Senhor e mostrar nossa disposição de ajudar. Com isso, queremos evitar qualquer crítica à nossa maneira de administrar essa oferta generosa. Tomamos o cuidado de agir honradamente não só aos olhos do Senhor, mas também diante das pessoas. Além disso, estamos enviando com eles outro irmão que muitas vezes deu provas de seu bom caráter e que, em várias ocasiões e de diversas maneiras, demonstrou enorme dedicação. E, por causa da grande confiança que ele tem em vocês, agora está ainda mais empolgado.Se alguém lhes perguntar a respeito de Tito, digam que ele é meu colaborador, que trabalha comigo para ajudar vocês. Quanto aos irmãos que o acompanham, foram enviados pelas igrejas e trazem honra a Cristo. Portanto, mostrem diante deles seu amor e provem para todas as igrejas que temos razão ao elogiar vocês” (2 Coríntios 8.16-24).

Sobre a contribuição cristã é bíblico afirmar que ela é uma expressão da graça de Deus (2Co 8.1-6) e um dom do Espírito Santo (2Co 8.7). Ela é inspirada na cruz de Cristo (2Co 8.8,9) e deve ser proporcional aos bens que o cristão possui (2Co 8.10-12). Além disso sabe-se também que a contribuição cristã coopera para a igualdade de tal forma que a fartura de uns supram a necessidade de outros (2Co 8.13-15).

Entretanto, conforme informa o título desse artigo, não vamos falar aqui propriamente sobre a contribuição, até mesmo porque isso já tem sido muito ensinado, mas sim sobre o Dom da Prestação de Contas.

De acordo com Paulo, notamos que a contribuição cristã precisa ser cuidadosamente supervisionada, sendo necessário que haja absoluta transparência quanto à administração dos recursos recebidos, evitando assim que alguém nos critique quanto à maneira de administrarmos as ofertas, sendo que devemos tomar o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens” (2Co 8.20,21).

Lidar com dinheiro é algo arriscado, sendo que Paulo estava ciente dos perigos, afinal, onde há dinheiro há tentação. Não pelo dinheiro em si, mas sim pelo poder que ele pode proporcionar àquele que o possui.

E quais providências Paulo tomou? A primeira foi não se envolver diretamente com questões financeiras, mas encarregar Tito, pessoa de sua confiança, para tomar conta dessa área; A segunda providência foi encarregar outro irmão juntamente com Tito, o qual era um homem elogiado por todas as igrejas como pregador das boas-novas, isto é, alguém de confiança não somente do líder, mas também de todos.

Assim percebemos um princípio precioso instituído por Paulo para que haja transparência na vida da igreja, sendo que da mesma maneira precisamos tomar o cuidado de agir honradamente não só aos olhos do Senhor, mas também diante das pessoas.

Administrar bem os recursos que Deus envia para as igrejas tem o mesmo grau de importância da contribuir cristã, sendo que se tivermos a mesma atitude de transparência de Paulo, qual seja o dom da prestação de contas, certamente evitaremos também às críticas e consequentemente muitos escândalos de fraude, furto, apropriação indébita e má administração.

:: Mariel Marra
Mariel é teólogo e advogado criminalista, pós-graduado em direito público.

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