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Vida Cristã

Evite tudo que possa custar sua paz

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DevocionalAo entrar num restaurante, somos, quase sempre, bem recebidos e logo temos acesso ao cardápio. É um momento de muita liberdade. Podemos escolher o prato que mais nos atrai ou simplesmente ir embora. Todavia, depois de pedir e consumir, devemos pagar a conta, que pode ser muito cara ou não, dependendo da situação. A vida é assim também. Os mais jovens, principalmente, estão diante de um vasto cardápio de propostas, tentações, oportunidades e armadilhas. As fotos são maravilhosas, convincentes, mas o preço não é informado. A imagem nem sempre corresponde à realidade. Nem tudo que é gostoso é bom. Além do sabor, estão as questões nutricionais. Um prato bonito e saboroso pode estar contaminado. Precisamos estar atentos às nossas escolhas na vida. O apetite não pode ser o único fator que determina as nossas decisões. Coisas atraentes e agradáveis podem ter efeitos fatais.

Como saber o que é melhor, o que vale a pena, o que é bom e nutritivo? Vamos julgar pelas aparências? Pergunte a quem já experimentou. Nem pense em provar um pouco de cada opção. Ouça os mais velhos e experientes. Observe aqueles que fizeram seus pedidos e já demonstram sua satisfação ou desgosto. Escolha bem. Depois, pode não ser tão simples mudar de ideia. A vida adulta se caracteriza nem tanto por novas escolhas, mas pelo usufruto das decisões anteriores e o pagamento da conta. Diante de cada decisão, não se esqueça: você vai pagar por isso. O preço, nesse caso, não é apenas financeiro. Devemos evitar tudo aquilo que possa custar a nossa paz. Sobretudo devemos tomar muito cuidado com determinadas opções que podem custar a própria vida, pois “que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”? (Mt 16.26).

Na cruz do Calvário, Jesus pagou a nossa conta diante de Deus. Precisamos crer e aceitar o Seu sacrifício em nosso lugar, mas, ainda assim, devemos ser cautelosos, pois o fato de alguém pagar a nossa conta no restaurante não elimina os efeitos de uma comida envenenada. As consequências naturais quase sempre permanecem.

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

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