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Vida Cristã

Leis provisórias

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Devocional

Além do fruto proibido, havia mais alguma coisa que Adão e Eva não podiam comer? Sim: Carne. Naquele tempo, até os animais eram vegetarianos (Gn 1.29-30). Depois do dilúvio, porém, o consumo foi permitido (mas sem sangue) (Gn 9.3-5).
Na lei de Moisés, a permissão foi regulamentada, vetando a carne dos animais imundos (Lv 11). No Novo Testamento, encontramos novamente a permissão ampla, mas o sangue continua proibido (At 15.19-20; 1Co 10.25-27).

Algumas situações bíblicas podem parecer contraditórias, mas apenas demonstram que certas regras foram alteradas por Deus com o passar do tempo, embora as questões espirituais sejam mantidas. Nem sempre poderemos compreender as razões de Deus, mas, em alguns casos, isto é muito claro.

A Bíblia apresenta leis definitivas e leis provisórias. A nossa legislação também tem essa característica, embora não se possa prever, a priori, o “prazo de validade” de qualquer código. A lei do cheque, por exemplo, deve desaparecer em breve, enquanto as leis da internet começam a surgir. A vigência de certas leis depende de costume, necessidade ou circunstância, mas outras, principalmente de cunho moral, costumam ser permanentes.

A lei de Moisés tinha algumas ordens que só faziam sentido enquanto o povo estivesse viajando pelo deserto, tais como regras específicas de acampamento e higiene (Num 2; Dt 23.13), enquanto outras só teriam validade na terra prometida, como as que se relacionavam à colheita, à monarquia e ao templo (Lv 23.22; Dt 17.14; Dt 12.14). Visto que, hoje, os judeus não estão no deserto e o templo não existe mais, torna-se desnecessário, ou até impossível, o cumprimento de várias leis mosaicas.

O estudo do Antigo Testamento continua importante para aprendermos inúmeras lições espirituais, mas as nossas vidas devem ser pautadas pelo Novo. Até nos assuntos comuns da vida, algumas proibições se restringem à infância. Na medida que crescemos ganhamos mais liberdade e mais responsabilidade, sabendo que algumas coisas nunca serão permitidas. Melhor não insistir.

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

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