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Vida Cristã

Não furtarás

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Foto: unsplash.com

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Temos milhares de leis no nosso país. As casas legislativas são inúmeras. Os legisladores são incontáveis, mas nada disso resolve o problema da ambição humana, reforçada pelo egoísmo. Novas leis são criadas o tempo todo, mas nada disso supera o mais simples mandamento da Palavra de Deus. Um deles diz: “Não furtarás” (Êx 20.15; Dt 5.19; Rm 13.9; Mt 19.18; Lc 18.20; Mc 10.19). A proibição aparece seis vezes nas Escrituras. É um mandamento tão pequeno; duas palavras tão simples que, quando respeitadas, mudam a história de uma nação. A desobediência, por sua vez, complica a vida do indivíduo, da família ou até de um povo. A simplicidade está na ordem. A complexidade está na transgressão. Depois de cometido o delito, seus efeitos serão permanentes.

O perdão representa uma oportunidade, uma nova chance, mas não apaga o passado. Na melhor das hipóteses, só na eternidade o passado de um ladrão arrependido será esquecido. Para se obter um título de doutor, é preciso estudar durante muitos anos, mas o título de ladrão é conseguido em instantes e fica “colado” à pessoa. O que parece esperteza pode ser a maior demonstração de burrice. O ladrão prejudica muito mais a si mesmo do que às suas vítimas. Depois do roubo, vem um grande esforço para fugir e esconder, mas ninguém conseguirá escapar das consequências do pecado. Nenhum cargo, posição ou poder humano poderá evitar os efeitos da iniquidade. A Palavra de Deus recomenda o arrependimento, a confissão e a restituição do que foi roubado. São formas de atenuar o crime e reduzir a pena. O que ocorre porém, na prática, é a negação. Em todas as situações, prevalecerá o que está escrito: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13).

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

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