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Vida Cristã

Cristão e Política: o cristão está imune à corrupção?

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Foto: unsplash.com

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A palavra “corrupção” foi uma das que mais esteve presente nos noticiários dos jornais e revistas no ano de 2017. Diante dessa situação, uma das palavras que tende a ser mais falada em 2018 é “renovação”, principalmente no que tange à política. De fato, é muito importante que ocorra uma renovação na política do país, mas renovar por renovar não quer dizer que algo de melhor acontecerá.

A tão almejada “mudança” e/ou “renovação” não deve vir apenas com a troca de pessoas em cargos políticos, mas deve ser embasada na mudança de valores. Os valores que alguém carrega é que determinam suas atitudes, seja na tomada de decisões políticas, seja na vida cotidiana. Sendo assim, é fundamental escolher candidatos com valores morais e éticos respaldados na verdade e justiça para haver, verdadeiramente, uma transformação política positiva no Brasil.

Considerando que este é um ano eleitoral, como escolher um representante que realmente possui valores respaldados na integridade, verdade e justiça? Um cristão deve votar em outro candidato cristão para que seus valores morais sejam representados? Votar em candidatos cristãos fará com que a corrupção em nosso país diminua? Essas são perguntas recorrentes no meio cristão quando se trata de escolher candidatos para as eleições. Mas o que a palavra de Deus nos fala a esse respeito?

A Bíblia possui muitos exemplos de como a corrupção é prejudicial a um povo ou nação, e nela existem conselhos valiosos a esse respeito. Em Colossenses 3.5-6 está escrito: “Assim façam morrer tudo que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. É por causa dessas coisas que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência”. Continua o versículo 25: “Quem cometer injustiça receberá de volta injustiça, e não haverá exceção para ninguém”.

A ganância, que é uma forma de idolatria (Cl 3.5), produz corrupção. Com a corrupção vem a injustiça, que gera cada vez mais injustiça. O ponto central, porém, é a quem essas palavras se referem. Paulo escreveu-as para a igreja de Colosso no contexto da segunda dispersão do povo judeu. Aquele povo já havia assimilado várias culturas e tendências de outras religiões. Ganância e injustiça caracterizavam o povo judeu na igreja de Colosso naquele tempo. O povo deixou-se contaminar e passou a propagar tais atitudes.

O fato de ser cristão não exime ninguém de ser corrupto, pois, como está escrito no início versículo 5, “estas coisas” fazem parte da nossa natureza terrena. Não obstante, o povo cristão tem acesso à verdade e, ao conhecê-la, pode se arrepender de seus pecados e corrigir seus erros. É importante, portanto, que o cristão, ao escolher um candidato, não o faça só por ser da mesma igreja ou religião, acreditando que seus valores morais e a justiça de Deus serão propagados, mas pela pessoa escolhida ter seu caráter moldado e transformado por Cristo, para que ela consiga vencer as tentações da sua natureza terrena e possa promover a justiça de Deus em nossa nação.

A palavra de Deus ensina como governar para que a nação seja próspera e justa. Contudo somente saberão esses princípios aqueles que deixam seu caráter ser moldado por Cristo e pelas Escrituras. Todos nós somos passíveis de erros, mas aquele que ouve e pratica os conselhos e ensinamentos contidos na Palavra de Deus tende a errar menos.

Que este seja, sim, um ano de renovação para o Brasil. Que possamos ter uma mudança positiva na escolha dos candidatos e que escolhamos homens e mulheres íntegros e justos. Antes de escolher um representante, pesquise sobre sua vida e sobre sua idoneidade. Se no pouco somos fieis, sobre o muito podemos ser colocados. Caso contrário, será apenas tolice escolher como candidato alguém que possui um belo discurso, mas suas atitudes não condizem com a verdade e a justiça da Palavra de Deus.

Que Deus seja o árbitro de todas as nossas decisões, inclusive as escolhas políticas que faremos para mudar nossa nação.

:: Dayanna Fagundes Silva [Grupo de Ação Política – GAP]

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