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Vida Cristã

Os Dez Mandamentos

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Foto: unsplash.com

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Geralmente, nós vemos os Dez Mandamentos apenas sob o aspecto de ordens e proibições. Eles são isso e muito mais. O significado de cada mandamento é um tesouro espiritual. Por exemplo, o primeiro mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim”. Por que não teremos? Por ser proibido? Sim, mas existe um sentido mais profundo. Não teremos outros deuses simplesmente porque NÃO PRECISAMOS DELES. O nosso Deus é suficiente. Eu não preciso de santos, guias, espíritos, gurus, avatares, fadas, duendes e gnomos.

Ao dizer “Não terás outros deuses”, o Senhor está admitindo a EXISTÊNCIA deles? SIM. O verdadeiro Deus é um só, mas os falsos são inúmeros. Qualquer coisa ou pessoa pode tornar-se um deus para aquele que assim a considera. Os ídolos propriamente ditos são demônios (Lv 17.7), conforme o apóstolo Paulo afirmou em 1 Coríntios 10.20. Note-se, portanto, a gravidade e o perigo da idolatria. Cuidado com o que você adora, como se fosse um personagem do bem. O próprio Satanás é chamado “o deus deste século” (2Co 4.4). Portanto a desobediência ao primeiro mandamento pode chegar ao extremo do satanismo.

A expressão “diante de mim” inclui também a possibilidade de alguém querer adorar a Deus e, ao mesmo tempo, aos falsos deuses, mas o Senhor não divide Sua glória com ninguém. O primeiro mandamento reprova o politeísmo, o ecumenismo e o panteísmo.

Um dos propósitos dos Dez Mandamentos é estabelecer limites. Por incrível que pareça, até a fé precisa ter limite. Se eu creio em Deus, não preciso confiar em deuses. Apegue-se a Deus e abomine os ídolos. Adore a Deus e a nada mais. Ele quer ser adorado com exclusividade e fidelidade.

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

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