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Vida Cristã

Os mensageiros

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Vivemos na era da informação. O que acontece em qualquer lugar do planeta pode chegar ao conhecimento de milhões de pessoas em poucos minutos, mas, nos tempos bíblicos, a comunicação era muito difícil.

Os livros de Samuel, Reis e Crônicas, por exemplo, nos mostram o fluxo de notícias na região de Israel, que só era possível por meio dos mensageiros que, sobre cavalos, camelos ou a pé, se movimentavam pra todo lado. Havia os correspondentes profissionais, a serviço dos reis, e os avulsos que, em busca de uma recompensa, levavam notícias diversas até de um país para o outro (1 Sm 4.12,17; 5.8; 19.11-16; 23.1; 24.1; 25.14; 26.1; 2 Sm 1.2-10; 1.20; 4.10, etc). Eram alertas sobre riscos, ameaças ou oportunidades. Algumas informações podiam ser valiosas e úteis para fundamentar decisões estratégicas, principalmente em tempos de guerra. Mensagens verídicas eram sempre bem-vindas, mas os boatos poderiam ser muito perigosos. Fontes confiáveis eram valiosas. Por isso, tornou-se importante, sempre que possível, a prova da notícia (2 Sm.1.10). A informação sobre a morte de alguém, por exemplo, era comprovada pela apresentação de algum objeto pessoal ou até pela exposição da cabeça do infeliz.

Nessa época, os reis buscavam também mensagens acerca do futuro! Nesses casos, os mensageiros eram os profetas, verdadeiros ou falsos. De todo modo, fica evidente a importância do conhecimento como uma das bases do poder. A falta de informação também se fez notar em algumas situações (Áquis, Saul).

É nesse contexto que surgiu a expressão “boas novas” ou seja boas notícias. Este é o significado da palavra evangelho, encontrada no Novo Testamento. Novamente, os mensageiros do rei se destacam: são os pregadores, enviados por todo o mundo para levar a verdade, não apenas com palavras, mas com provas, sinais e milagres.

O apóstolo Paulo sintetiza tudo isso ao citar as palavras de Isaías: “Quão formosos são os pés dos que anunciam as boas novas (…)” (Rm 10.15). Assim como nos tempos antigos, também existem hoje mensageiros independentes que vivem em busca de recompensas materiais. São os mercenários, acerca dos quais devemos nos precaver.

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

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