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Vida Cristã

Pequei, e agora?

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Foto: Unsplash

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“Se alguém pecar, fazendo qualquer de todas as coisas que o Senhor ordenou que não se fizessem, ainda que não o soubesse, contudo será ele culpado, e levará a sua iniquidade; E como oferta pela culpa trará ao sacerdote um carneiro sem defeito, do rebanho, conforme a tua avaliação; e o sacerdote fará por ele expiação do erro que involuntariamente houver cometido sem o saber; e ele será perdoado” (Lv 5.17-18).

Um dos principais propósitos da lei, além de mostrar o pecado, era que ele fosse evitado. Sabendo, porém, que, ainda assim, muitos erros aconteceriam, Deus deixou instruções quanto ao que se deveria fazer, caso o pecado fosse cometido.

A Bíblia não traz um conceito de normalidade ou indiferença em relação ao pecado. Não podemos aceitá-lo passivamente, pois isto seria como acolher uma serpente em nossas casas. Há quem goste.

Ainda que não sejamos perfeitos e eventualmente pequemos, não devemos pensar que isto seja normal. Seria como aceitar a doença e a dor sem tomar qualquer atitude.

Também não são suficientes as justificativas humanas. Dizer que “não sabia” não isenta de culpa o transgressor. O que fazer, então? Na época de Moisés, o culpado deveria assumir a culpa e comparecer ao tabernáculo, trazendo um animal para o sacrifício. Aquele ato mostrava que o pecado conduz ao sofrimento e à morte. Não haveria impunidade, mas Deus permitiu que houvesse uma substituição. Não é assim hoje quando o fiador paga a dívida do seu amigo, mesmo não tendo culpa?

Todos os animais sacrificados na época da lei mosaica representavam Jesus, o Cordeiro de Deus, que morreria na cruz em nosso lugar. Agora, se pecarmos, devemos confessar a Deus (e talvez ao irmão ofendido) e pedir perdão. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9).

Porém, não convém brincar com o pecado, contando sempre com o perdão, pois o pecado pode produzir consequências drásticas e fatais. Atentemos, pois, ao que disse Jesus ao aleijado que foi curado: “Não peques mais, para que não te suceda coisa pior” (João 5.14).

:: Pr. Anísio Renato de Andrade

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