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Vida Cristã

Quando o vendedor é bom

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Foto: pexels.com

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“Certa vez, quando Jacó preparava um ensopado, Esaú chegou faminto, voltando do campo, e pediu-lhe: “Dê-me um pouco desse ensopado vermelho aí. Estou faminto!” Por isso também foi chamado Edom. Respondeu-lhe Jacó: “Venda-me primeiro o seu direito de filho mais velho”. Disse Esaú: “Estou quase morrendo. De que me vale esse direito?” Jacó, porém, insistiu: “Jure primeiro”. Ele fez um juramento, vendendo o seu direito de filho mais velho a Jacó. Então Jacó serviu a Esaú pão com ensopado de lentilhas. Ele comeu e bebeu, levantou-se e se foi. Assim Esaú desprezou o seu direito de filho mais velho”. (Gênesis 25.29-34)

Neste episódio bíblico, Jacó mostrou-se um excelente negociador ao comercializar algo extremamente valioso aproveitando-se da momentânea fragilidade do seu irmão. Diante de uma necessidade fisiológica básica – a fome de Esaú – Jacó encontrou uma janela de oportunidade para obter vantagem sobre o irmão e assim o fez.

Assim como Jacó, cujo significado em hebraico é “aquele que segura pelo calcanhar” por ter nascido segurando o calcanhar de seu irmão mais velho, o comércio se expande atacando-nos em nosso “calcanhar de Aquiles” chamado consumismo, afinal esse é o segredo do negócio.

“O comércio não para, não dorme, não nos esquece. Somos estudados pela economia, pela matemática, pelos sistemas de informação, pela neurociência, pela psicologia, pelo marketing. Nossos padrões de consumo são revelados às empresas através das buscas que realizamos, dos aplicativos que baixamos, dos vídeos que assistimos, dos cadastros que fazemos, dos sorteios que participamos, dos hastags que marcamos, do estilo de vida que postamos e das pessoas e empresas que seguimos nas redes sociais.

Constantemente são criados novos nomes para recentes áreas de pesquisa, estudos cada vez mais aprofundados no comportamento humano e nas atividades cerebrais viram moda na mesma proporção em que novos produtos são lançados para atender novas necessidades que nem sabíamos que tínhamos. Consumimos por cultura, por crença, por moda, por aceitação, para provar algo, para atender alguém, por necessidade, por consciência e por inconsciência.” (Trecho do livro “Os 40 ladrões que existem em você).

Somos a caça, nosso salário o alvo! Como nos proteger de tamanha investida contra nossa renda? Esaú foi abordado em sua fome porque não tinha um claro planejamento de futuro. Ele não tinha metas nem sonhos em relação à sua primogenitura. Quem não tem objetivos para seu futuro, não constrói estratégias para atingir o quê almeja. É como diz o velho ditado “para quem não sabe onde quer chegar, todos os caminhos levam a algum lugar”.

Onde você quer estar daqui a 1 ano? 
Onde você quer estar daqui a 5 anos? 
Onde você quer estar daqui a 10  anos?
 Onde você quer estar daqui a 20 anos?

Você já pensou e orou sobre isso?

:: Kilvia Mesquita

Kilvia é Dra em Economia pela UFMG, professora universitária, palestrante e autora do livro “Os 40 ladrões que existem em você: como identificar e superar a autossabotagem financeira”. Siga seu perfil no Instagram para obter dicas de finanças Pessoais.

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