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Vida Cristã

Se não me representa, é descartável?

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Foto: usplash

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Há pouco mais de uma semana, uma revista de grande circulação nacional publicou uma matéria sobre mulheres que envergonham as mulheres. A matéria era nominal a algumas mulheres que, segundo o seu autor, envergonham as demais mulheres por motivos diversos. Em uma das descrições o autor chegou a fazer chacota da fé cristã de uma das mulheres citadas.

Destacado o exemplo acima, a questão a que quero chegar é: onde está o bom senso e o respeito ao que pensa e acredita no que é diferente? Agora é válido denegrir a existência, a história de vida e o posicionamento de pessoas por demonstrarem viver algo diferente do que acreditamos?

Parece que a beleza da diversidade, de pensamentos, escolhas, posicionamentos e crenças de nossa nação foi resumida a frase: “Eu discordo de você, logo, você não representa nada”. Em vez de apenas: “Eu discordo de você”!

Estamos vivendo em tempos onde muitos só respeitam aqueles que pensam como eles, onde só se defende pessoas alinhadas ao posicionamento que elas acreditam. Onde parece ser permitido rebaixar uma pessoa enquanto escória da sociedade porque ela não atende aos ideais ideológicos de determinados grupos.

O mundo está se perdendo em suas próprias vaidades, e enquanto igreja, não podemos compactuar com isso. Não podemos permitir que este tipo de pensamento se dissemine entre os cristãos, e temos como maior exemplo e inspiração aquele que morreu por nós, Jesus Cristo.

Jesus no ápice da sua dor e sofrimento, pendurado em uma cruz e deixado para morte olha para os céus e fala: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lucas 23.34). Enquanto os outros o assistiam e o ridicularizavam Jesus ainda pediu a Deus que perdoasse aquelas pessoas.

Jesus não diferenciou o seus algozes daqueles aos quais Ele era chegado. Jesus tratou a todos de igual maneira enquanto caminhou pela terra. Jesus morreu em morte de cruz para que todos tivessem a mesma chance da salvação, não apenas aqueles que Jesus queria bem.

Este exemplo deveria ser seguido, não só por aqueles que acreditam na Bíblia e na verdade de Cristo, mas também por aqueles que prezam pelo respeito e pelo bom senso, mesmo não possuindo fé nenhuma. Afinal, vivemos um uma nação diversa, porém constituída por um só povo, e todos merecem igual respeito.

Enquanto seres humanos, fomos todos criados pelo mesmo Deus, não há diferença. Mas enquanto igreja temos que ser diferentes, temos que fazer a diferença. Enquanto o mundo acreditar que segregar pessoas é natural, nós igreja devemos mostrar que devemos amar as pessoas, sejam elas quem forem. O que deve ser rejeitado é o pecado, não o pecador.

Que Deus, e Seu filho primogênito, Jesus Cristo, possam ser nossos maiores exemplos de amor e respeito. E que a igreja não se deixe contaminar pelas más influências de pensamentos existentes neste mundo.

:: Dayanna Fagundes Silva – Grupo de Ação Política – GAP

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