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Vida Cristã

Tenho fome

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CD Tenho fome | O tempo de Deus chegou – Jeováh Nissi

A coluna “Além das cifras” tem dado o que falar, recebi uma mensagem no Twitter perguntando sobre o botijão de gás usado no disco do Thalles…rs. O mais importante no entanto é que, como você já deve ter percebido, o objetivo da coluna não é criticar negativamente, mas sim, extrair e divulgar os pontos positivos das centenas de CDs e DVDs que ouvimos e vemos. Então, vamos lá…

Introdução

O CD que escolhi pra hoje é muito especial por vários motivos. Em primeiro lugar ele é de uma turma que não exerce o ministério apenas cantando, na verdade o foco principal deste ministério é a arte, peças teatrais que são conhecidas por todo o Brasil. Segundo o site oficial da moçada”os componentes do Ministério Jeová Nissi são jovens que, na sua maioria, outrora estavam a margem da sociedade sofrendo por exclusão social, conflitos familiares, e traumas de infância. A partir do momento que conheceram os valores cristãos, tais como justiça, amor e paz nas aflições de enfrentamento das misérias na alma e testemunham as boas novas. Todos vivem integralmente para o ministério. O nosso alvo são vidas restauradas para a  luz dos valores do Reino de Deus”.

Líderados por Caíque Oliveira, o Jeováh Nissi viaja pelo Brasil e mundo apresentando peças teatrais com o objetivo de alcançar vidas. Um dos projetos do grupo chama-se TENHO FOME, que trata da construção de um centro para crianças em Angola. O CD conta com participação de Fernandinho, Nívea Soares, Fernanda Brum, David Quinlan, Rodolfo Abrantes, Paulo Baruk, Marcus Salles, André Brum, Issac Mercadante, Edilma Santos e Ton Dantas.

Na capa, duas crianças descalças sobre a terra seca contrastam com a imagem de uma árvore frondosa. “Todos unidos para restaurar Angola…reconstruindo crianças que sonham!” Essa frase ao alto reforça o objetivo do disco. Vamos a análise das músicas…

Raio X:

1. Tenho fome

A música título do disco é interpretada por Fernandinho e fala sobre chuva, aliás, algo marcante em seu ministério. “Chuva que rega a esperança da alma e traz frutos bons…”A mensagem é forte, considerando que o país é desolado e desértico. No início, um coral de crianças africanas acompanhadas por vários instrumentos de percussão se destaca.

Tecnicamente, vários metais e um baixo bem executado dão todo o balanço pra essa música ao estilo soul. O Rodhes e uma guitarra “sequinha” montam o restante da estrutura. Dançante!

2. Tempo de colheita

Na voz de Nívea Soares, “Tempo de colheita” fala sobre o fim da noite, da luta, tristeza, e a chegada do tempo de alegria. Um piano e um loop no início, com uma modulação incomum (de B pra E) dão segmento a primeira parte. Interessante que depois da modulação (troca de tonalidade) a música muda. À medida que cresce, instrumentos são acrescentados até o fim.

3. Geração eleita

Uma mistura de percussão africana com instrumentos típicos da índia compõe esta música interpretada por Fernanda Brum. “Geração que clama pela volta do Senhor”. Um back forte acompanha a interpretação reforçando as frases principais. Fernanda Brum ministra uma palavra forte voltada para essa “geração” e volta a cantar o coro. Após a ministração, a música modula e os backs novamente ganham destaque. O instrumental apesar de simples é conciso e o arranjo dá destaque a participação especial.

4. Quero acordar

Interpretada por Rodolfo Abrantes e Paulo Baruk, “Quero acordar” muda alguns instrumentos no início. Um loop, desta vez com guitarra e piano elétrico fazendo toda primeira parte na voz de Rodolfo. Com a entrada de uma orquestra a música toma um rumo diferente. Aliás o arranjo de cordas foi muito bem escrito. Paulo Baruk canta a segunda parte da música que fala sobre “colheita”. Na volta do coro o back ganha mais participação e ao final os dois cantam juntos. “já não importa o que passei eu quero viver teus planos…”

5. Eu quero amar

Apesar de o CD ter um apelo e um tema específico, ele não é repetitivo. Parte disso se deve às participações especiais, afinal um timbre diferente interpreta cada canção. Essa em particular é interpretada por David Quinlan e manteve uma das características dele, violões. “Eu quero amar como Tu amas, me importar com os perdidos, fazer obras maiores” resume o objetivo da letra. Apesar de simples, a melodia é linda. Um solo de guitarra divide as partes levando a música para uma dinâmica essencial. Um final simples sela a mensagem.

6. Terra seca

Desta vez quem canta é Marcus Salles. Logo no início, um “rufo” de caixa traz um leve suspense sobre o arranjo. Enquanto Salles canta “meu socorro vem de Ti”, o esperado crescimento vem, até um novo solo de guitarra. Depois de voltar ao início, a música caminha explorando toda capacidade vocal do intérprete, que inclusive é marcada por um alcance às notas altas sem falcete.

7. Vou me lançar

Novamente o arranjo de cordas mostra a diferença, já que além de bem escrito também é muito bem executado. André Brum ministra “desperta Brasil, a África espera por Ti”. Ainda falando sobre a letra, algo interessante no coro: “Vou me lançar, vou me doar, vou me despir da fantasia de Cristão e deixar cair as escamas dos meus olhos.” Na verdade o arranjo é todo feito pra acompanhar essa mensagem.

8. Coração da noiva

Isaac Mercadante é o intérprete dessa canção. O interessante é a maneira como a música anterior terminou, foi mantida no início desta dando a sensação nítida de que uma mesma área estava sendo executada. Mas focada nos violões, conta ainda com um bonito violoncelo em conjunto com as cordas.

9. Existe um Deus

Saindo um pouco do estilo predominante do disco, Edilma Santos interpreta “Existe um Deus”. Com um estilo conhecido como “pentecostal”, de interpretação forte e várias pausas e dinâmicas comuns ao estilo musical. A canção cresce muito no final, no qual Edilma ministra, explorando bem sua potência vocal sobre a base dos backs. Interessante que mesmo se tratando de um CD com vários intérpretes, todas as músicas mantém suas características.

10. Leão da tribo de Judá

No início, um arranjo de violão, bells e piano, acompanhados pela interpretação de Ton Dantas já nos mostram o alcance de sua voz. Evoluções de black no desenrolar da música são bem executadas. Um arranjo instrumental simples com bateria, pianos, violões, guitarras, baixo e alguns samples mantém o destaque principal na voz do intérprete que ao final mostra seu alcance vocal.

11. Futuro da nação

Comum a vários discos temáticos, todos interpretam esta faixa, que, justamente fala sobre união. O arranjo é interessante e logo nas primeiras frases já é possível ouvir moogs e loops. Perfeita para o fechamento do disco, a letra que diz: “o futuro da nação, sim está em nossas mãos, nós temos que nos unir, por um mundo mais feliz” encerra esse disco maravilhoso que tem um objetivo mais grandioso que ele mesmo.

FICHA TÉCNICA

Produzido por Mauro Márcio

Produção executiva: Caíque Oliveira (Jeovah Nissi)

Produção musical e arranjos: Mauro Márcio

Bateria: Samuel Fagundes

Baixo: Mauro Márcio

Pianos: Rafael Fagundes

Teclados e efeitos: William Augusto

Guitarras: Émerson Nascimento e Odael Rodrigues

Violões: Manassés Lima

Metais.

Trompete: Bruno Britto

Trombone: Marcos

Sax: Ronaldo Marqueti

Back Vocal: Daniela Araújo, Ana Black, J. Júlio, Felipe Valente

Arranjo de cordas: Ezequiel Nascimento

Violinos: Arramis Rocha, Guilherme Sotero, Rodrgio Silva, Robson Rocha

Viola: Edmur Mello

Cello: Ismael Dantas

Edições de Protools: J Júlio

Técnicos: Bambam, J Julio, Julian e Odael Rodrigues

Gravado nos stúdios: Mosh e New Chroma Stúdios

Mixado nos stúdios Comev, New Chroma Stúdios, Stúdio Cim por Odael Rodrigues

Masterizado no stúdio Mosh por Valter Lima

Digitado por Zuleika Sato

Fotos: André Fonseca / Caíque Oliveira

Projeto Gráfico: Tenda comunicação por Jony

Revisão: Jeováh Nissi

Assistente de produção: Pr Chiquinho

Não posso deixar de divulgar o site www.tenhofome.com.br . Nele você encontra todas as informações sobre o projeto e também descobre como pode ajudar.

Até mais e não deixe de divulgar o além das cifras…..

:: Por Felipe Barros

Felipe Barros é produtor, colunista, líder do Fluir e vem se especializando em tecnologia e sincronismo. Atualmente mora no Brasil com sua esposa Sheyla. Siga a Jesus conosco no Twitter: @felipefluir.

 
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